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O que saber antes de ir para Pequim

O que saber antes de ir para Pequim

Brasileiros contam com isenção de visto para estadias inferiores a 10 dias, bastando o passaporte válido por seis meses. O metrô possui sinalização em inglês e mandarim, e as viagens na primavera e no outono registram temperaturas entre 8°C e 20°C.

  • Revisado editorialmente
  • 9 min de leitura
Vista noturna da Xi'an Bell Tower iluminada e ruas movimentadas ao redor
幼聪 戴 · Pexels License

O capítulo

Documentos e tempo de estadia

Organizar a entrada na China ficou mais simples recentemente, mas exige atenção às regras de permanência:

  • Visto e isenção: não é exigido visto para entrar no país em estadias inferiores a 10 dias. Brasileiros contam com isenção de visto para viagens de curta duração desde 2025. Cidadãos vietnamitas, por outro lado, precisam providenciar o visto chinês adequado antes do embarque, já que o Vietnã não consta na lista de isenção.
  • Validade do passaporte: o passaporte precisa ter validade mínima de seis meses a partir da data de desembarque.
  • Tempo sugerido: reservar 3 dias é suficiente para conhecer os principais pontos e circular pelas atrações centrais da capital, que reúne cerca de 22 milhões de habitantes e funciona como centro político, social e cultural do país.

Melhor época e clima

A escolha dos meses impacta diretamente a caminhada nas ruas e passeios ao ar livre:

  • Primavera e outono: os períodos de abril a maio e de setembro a outubro são os melhores para visitar a cidade, registrando temperaturas que variam entre a mínima de 8 graus Celsius e a máxima de 20 graus Celsius.
  • Inverno: entre novembro e março, o clima fica seco e com temperaturas negativas. É a época menos procurada por viajantes, exigindo roupas pesadas para aguentar o frio constante.

Chegada e transporte

A locomoção urbana é um dos pontos mais práticos do destino:

  • Aeroportos: a cidade opera com dois terminais principais, o Aeroporto Internacional de Pequim-Capital (PEK) e o Aeroporto Internacional de Daxing.
  • Metrô: é o meio mais rápido, barato e conveniente para circular. As estações e vagões possuem sinalização em mandarim e em inglês. Uma passagem individual custa cerca de U$ 0,33 (aproximadamente R$ 2,40).
  • Passeios nos arredores: para quem planeja ir até a Grande Muralha, o trecho de Badaling fica a cerca de 60 km a noroeste da região central.

Moeda, hospedagem e segurança

  • Dinheiro: a moeda oficial é o Renminbi, também chamado de Yuan (CNY).
  • Hospedagem: vale a pena reservar o hotel com antecedência para garantir tarifas com desconto.
  • Segurança: os índices de criminalidade nas grandes cidades chinesas são relativamente baixos, fazendo da capital um destino bastante seguro para turistas transitarem em diferentes horários.

Como se locomover por Pequim

Independentemente de onde você escolher se hospedar, vai precisar do transporte público. A cidade é imensa, as distâncias entre os pontos turísticos são longas e caminhar só resolve os deslocamentos dentro de um mesmo bairro ou complexo histórico.

  • Metrô: É a forma mais eficiente de circular. A rede é moderna, extensa e econômica, cobrindo praticamente todos os eixos principais da cidade sem o risco de ficar preso no trânsito.
  • Yikatong Card: Para facilitar o pagamento eletrônico nas catracas e evitar filas na compra de bilhetes unitários, vale adquirir este cartão recarregável, aceito no sistema de transporte da cidade.
  • Táxi e serviços por aplicativo: São alternativas rápidas e têm tarifas econômicas. Servem bem para trajetos noturnos ou trechos sem estação de metrô colada.
  • Ônibus: A frota é confortável e as passagens custam pouco, mas o uso por estrangeiros esbarra na barreira da língua, já que faltam mapas indicativos e placas compreensíveis para quem não lê caracteres em mandarim.
  • Rickshaw: O tradicional veículo de tração humana hoje opera essencialmente como passeio turístico, sendo mais comum em áreas históricas do que como meio de transporte prático do dia a dia.

Chegada pelos aeroportos

A via aérea é uma das duas principais portas de entrada na cidade:

  • Aeroporto Internacional de Pequim-Capital (PEK): Principal via de desembarque aéreo na cidade. Para sair de lá até a região central, as opções são a linha de metrô Airport Express Line, os táxis e os carros por aplicativo.
  • Aeroporto Internacional Pequim Daxing (PKX): Segundo terminal aéreo internacional da capital.

Para planejar custos de viagem, passagens de ida e volta saindo do Brasil partem de cerca de US$ 1.500. Quem sai de Portugal encontra voos diretos a partir de Lisboa operados pela TAP e pela Capital Airlines. Em conexões domésticas, o tempo de voo entre Pequim e os principais destinos no território chinês fica entre 2 e 3 horas.

Deslocamentos de trem e ônibus

O trem é o outro modal principal para entrar ou sair da cidade, centralizado em dois terminais expressivos: a Estação Ferroviária de Pequim e a Estação Ferroviária de Pequim Sul.

  • Pequim a Shanghai: A linha de alta velocidade foi inaugurada em 30 de junho de 2011 e cobre um percurso de 1.318 quilômetros. Os trens rápidos fazem esse trajeto em um tempo que varia de 4 a 6 horas.
  • Pequim a Xian: A viagem tradicional de trem entre as duas cidades leva 12 horas.
  • Ônibus intermunicipais: Também é possível chegar à capital de ônibus rodoviário vindo de cidades vizinhas ou de outros pontos do país.

Melhor época para visitar Pequim

Se a ideia é fugir dos extremos de temperatura e não pegar tempestades frequentes, viaje na primavera ou no outono. Essas são as duas estações de transição mais equilibradas da capital chinesa. O clima local é continental, o que significa que o meio do ano é abafado e muito chuvoso por conta das monções, enquanto o fim e o início do ano trazem um frio seco e cortante.

Nos meses de abril, maio, setembro e outubro, o tempo fica mais estável. Em abril e outubro, as máximas giram em torno de 19 °C a 20 °C e as mínimas ficam perto dos 8 °C. Em maio e setembro, os termômetros marcam máximas agradáveis de 25 °C a 26 °C, com precipitações bem menores do que no auge do verão.

Como funciona o clima ao longo do ano

Verão (junho a agosto): calor intenso e monções

O verão é quente e úmido. Durante esses meses, as temperaturas superam os 30 ºC durante o dia e não baixam de 22 ºC à noite. Além do abafamento, é o período de monções, concentrando o maior volume de chuva do ano:

  • Junho: máxima média de 30,2 °C, mínima de 18,8 °C e 78,1 mm de precipitação.
  • Julho: máxima média de 30,9 °C, mínima de 22 °C e 185,2 mm de chuva (o mês mais chuvoso).
  • Agosto: máxima média de 29,7 °C, mínima de 20,8 °C e 159,7 mm de chuva.

Inverno (dezembro a fevereiro): frio rigoroso e seco

Os invernos são caracterizados pelo frio intenso, quase sem chuva e com poucas nevadas. As mínimas chegam com facilidade a 5 ºC negativos ou menos, e as máximas dificilmente passam de 12 ºC:

  • Dezembro: máxima média de 3,7 °C, mínima de -5,8 °C e 2,8 mm de precipitação.
  • Janeiro: máxima média de 1,8 °C, mínima de -8,4 °C e 2,7 mm de precipitação (o mês mais frio).
  • Fevereiro: máxima média de 5 °C, mínima de -5,6 °C e 4,9 mm de precipitação.

Primavera e Outono: transições de temperatura

  • Março: máxima média de 11,6 °C, mínima de 0,4 °C e 8,3 mm de chuva.
  • Abril: máxima média de 20,3 °C, mínima de 7,9 °C e 21,2 mm de chuva.
  • Maio: máxima média de 26 °C, mínima de 13,6 °C e 34,2 mm de chuva.
  • Setembro: máxima média de 25,8 °C, mínima de 14,8 °C e 45,5 mm de chuva.
  • Outubro: máxima média de 19,1 °C, mínima de 7,9 °C e 21,8 mm de chuva.
  • Novembro: máxima média de 10,1 °C, mínima de 0 °C e 7,4 mm de chuva.

O que colocar na mala

A escolha das roupas depende estritamente do mês do embarque:

  • Na primavera: tenha um casaco à mão para suportar o friozinho do final da tarde e da noite.
  • No outono: agasalho mais encorpado é recomendável para os dias em que a temperatura cai abaixo dos 10 °C.
  • No inverno: é indispensável estar bem abrigado com roupas térmicas/quentes, casaco corta-vento, gorro e par de luvas.
  • Farmácia básica: leve medicamentos para o estômago, intestino, dor de cabeça e band-aid para eventuais bolhas de caminhada.

Detalhes práticos para planejar os passeios

Além de checar a previsão do tempo, três pontos logísticos evitam dores de cabeça no destino:

  • Dinheiro vivo: tenha sempre dinheiro em espécie, pois a maioria dos estabelecimentos e comércios não aceita cartões de crédito estrangeiros.
  • Comunicação: poucos moradores falam inglês. Ande com os nomes dos destinos e pontos turísticos escritos em caracteres chineses ou mantenha um mapa detalhado com você.
  • Descontos: estudantes devem levar a carteirinha internacional de estudante para garantir até 50% de desconto no valor dos ingressos das atrações turísticas.

Crimes violentos e segurança física

No aspecto da violência urbana tradicional, a realidade da capital chinesa surpreende positivamente. A taxa de crimes violentos contra estrangeiros na cidade e em outros grandes centros do país é quase inexistente, garantindo níveis altíssimos de tranquilidade para circular pelas ruas de dia ou à noite.

O risco real nas ruas: pedestres e trânsito

O principal cuidado físico no dia a dia não vem da criminalidade armada, mas da dinâmica viária. Na prática:

  • Faixas de pedestres e semáforos: não garantem prioridade nem passagem segura. Mesmo com o sinal de pedestres verde, motoristas e veículos de duas rodas frequentemente não param, exigindo atenção redobrada e precaução constante antes de qualquer travessia.

Golpes contra turistas

Apesar da ausência de crimes graves, a atenção com pequenos esquemas focados em viajantes precisa ser rigorosa. O exemplo mais recorrente é o Golpe da Casa de Chá:

  • Pessoas abordam estrangeiros puxando conversa de forma amigável em áreas movimentadas, convidando para praticar inglês ou conhecer uma cerimônia tradicional.
  • O passeio termina em uma conta exorbitante e forçada em estabelecimentos parceiros.

Cuidados com água potável e consumo

A infraestrutura sanitária exige adaptações simples na rotina de hidratação:

  • A qualidade da água da torneira é muito ruim.
  • O consumo deve ser restrito exclusivamente a água engarrafada ou tratada, tanto para beber quanto para escovar os dentes.

Deslocamentos e planejamento de datas

Para quem pretende se movimentar entre cidades, o comboio se destaca como o meio de transporte mais seguro para viajar pela China.

Além da logística interna, a escolha da época impacta diretamente o conforto e o orçamento. Vale evitar viagens durante o Ano Novo Chinês e no período entre 1º e 7 de outubro (Semana Dourada), datas em que o turismo em massa gera superlotação extrema em todos os serviços e eleva os preços ao limite.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Brasileiro precisa de visto para viajar para Pequim?

Brasileiros contam com isenção de visto para estadias de curta duração na China desde 2025, não sendo exigido visto para viagens inferiores a 10 dias. Para desembarcar no país, é obrigatório ter um passaporte válido por pelo menos seis meses a partir da data de entrada.

Quantos dias são necessários para conhecer Pequim?

Recomenda-se reservar 3 dias para visitar as atrações principais da capital. Esse tempo permite explorar a cidade e organizar passeios aos arredores, como o trecho de Badaling da Grande Muralha, que fica a cerca de 60 km do centro.

Qual é a melhor época do ano para visitar a cidade?

A primavera (abril a maio) e o outono (setembro a outubro) são as épocas mais indicadas para viajar. Já o inverno, de novembro a março, registra clima seco e temperaturas negativas, sendo o período com menor fluxo de turistas.

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Todos os assuntos deste destino, reunidos.

Fim do capítulo

O guia de Pequim tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.