Mata de São João é um município baiano situado no litoral norte do estado, a cerca de uma hora do Aeroporto Internacional de Salvador pelo trajeto da Linha Verde. Conhecida por seus cerca de trinta quilômetros de costa na Costa dos Coqueiros, a localidade se diferencia por integrar a preservação da vida marinha a importantes marcos da história colonial brasileira. Em vez de uma faixa contínua e homogênea, o destino reúne vilas litorâneas estruturadas, trechos de mar aberto onde rios deságuam e extensas áreas preservadas de Mata Atlântica. Essa combinação serve a famílias em busca de águas calmas para crianças, casais e pessoas interessadas em ecoturismo e contato com a natureza.
O núcleo mais movimentado do município é a vila de Praia do Forte, que abriga o centro de conservação de tartarugas marinhas do Projeto Tamar e serve de ponto de partida para piscinas naturais formadas em recifes na maré baixa, como a Praia do Lord e a Praia do Papa Gente. No lado histórico, destacam-se as ruínas do Castelo Garcia D'Ávila, fortificação iniciada no século XVI em pedra e cal. O contato com a água doce se estende pelas trilhas e corredeiras da Reserva Ecológica de Sapiranga, pelo Rio Pojuca e pela Lagoa Aruá, além da vila de Imbassaí, onde o Rio Imbassaí corre paralelo ao mar e o acesso à areia é feito exclusivamente a pé por passarelas de madeira suspensas ou em travessias de jangada.
A maioria dos visitantes costuma programar estadias de três a cinco dias para conciliar praia, ecoturismo e patrimônio. A rotina é flexível: muitos se hospedam na Praia do Forte ou em Imbassaí e fazem a maior parte das atividades a pé ou com os tuk-tuks locais, reservando o carro ou transfer para deslocamentos pontuais até o castelo, as trilhas da reserva ou cachoeiras. O ritmo do dia é habitualmente ditado pela tábua de marés, que define o momento certo para nadar nos recifes pela manhã, deixando as tardes livres para passeios de caiaque nos rios, visitas históricas e paradas na vila para provar pratos regionais e moquecas.