Localizada no norte da Bahia, às margens do Rio São Francisco e em frente à pernambucana Petrolina, Juazeiro é um dos principais polos urbanos e culturais do sertão nordestino. Diferente da homônima cearense voltada às romarias de Padre Cícero, a Juazeiro baiana construiu sua identidade diretamente ligada às águas do Velho Chico, à tradição da navegação fluvial e à música, sendo a terra natal de João Gilberto. O destino combina a atmosfera ribeirinha com a força do semiárido, proporcionando uma estadia voltada tanto a quem procura contato com a história e a cultura regional quanto a casais e famílias que buscam passeios náuticos, praias fluviais e uma gastronomia sertaneja autêntica, servida com peixes de água doce, carne de sol e bode.
Quem desembarca na cidade costuma planejar estadias de dois a três dias para cumprir a programação com tranquilidade. O ritmo da viagem é ditado pelo clima quente, o que faz os visitantes aproveitarem as primeiras horas do dia e o entardecer ao ar livre, reservando os intervalos centrais para refeições ou paradas culturais. Para circular entre os pontos urbanos e rurais, o uso de carro garante autonomia, enquanto as travessias entre Juazeiro e a vizinha Petrolina acontecem com frequência pelas águas, a bordo das tradicionais barquinhas que operam sob a Ponte Presidente Dutra. O roteiro costuma começar pela Orla de Juazeiro e pelo centro histórico, onde ficam marcos preservados da navegação a vapor, como o histórico Vapor Saldanha Marinho, além da Fundação Museu Regional do São Francisco e de homenagens artísticas ligadas à bossa nova.
As águas do São Francisco conduzem os principais passeios do roteiro. Bem no meio da travessia entre os dois estados, a Ilha do Fogo serve de mirante rochoso e ponto de banho, enquanto a Ilha do Rodeadouro reúne faixas de areia procuradas para passar o dia à beira-rio. Para quem tem disposição para percorrer estradas de terra pelo interior do município, o Vale do Salitre reserva o poço para mergulho da Cachoeira do Salitre, que mantém fluxo de água regular ao longo do ano. O dia habitualmente termina na margem ribeirinha, seja acompanhando o pôr do sol no mirante da Orla 2, seja aproveitando as caminhadas e espaços de lazer no Parque Municipal Lagoa do Calu ou conferindo a programação do Centro Cultural João Gilberto.