Localizada no estado da Bahia, a cerca de 369 quilômetros de Salvador, Jequié ocupa uma faixa de transição para a caatinga e se consolidou como um polo regional desde a sua origem ligada a uma feira livre no final do século XIX. Conhecida como a Chicago baiana em razão da rápida reconstrução urbana após a enchente de 1914, a cidade reúne aspectos históricos e fortes opções de lazer ao ar livre. Seu maior diferencial está no represamento do Rio de Contas pela Barragem de Pedras, que gerou um extenso lago propício para a navegação e esportes náuticos. Essa estrutura atende tanto viajantes em busca de descanso à beira da água quanto praticantes de ecoturismo e trilhas de moto, jipe ou bicicleta pelo relevo do interior baiano.
A dinâmica tradicional de visitação sugere um roteiro de três dias, tempo adequado para alternar a circulação urbana e os passeios nos arredores. O percurso geralmente começa pelo núcleo central, onde é possível caminhar entre a Catedral de Santo Antônio, o Museu Histórico de Jequié — localizado na Avenida Rio Branco com documentos e mobiliário do início da ocupação local — e o Mercado Municipal Vicente Grilo, polo de venda de alimentos regionais e artesanato em couro e cerâmica. Para contemplar o desenho da cidade e o relevo do entorno, a Pedra do Curral Novo atua como mirante de fácil acesso.
Na etapa seguinte da viagem, o ritmo se volta para as águas e as áreas verdes. O lago da Barragem de Pedras atrai embarcações e visitantes em direção a pontos como a Prainha de Lomanto, o Mirante da Sereia e a Pedra Santa. O itinerário se expande ainda pelas rotas rurais que levam a quedas d'água como a Cachoeira do 19, a Cachoeira do Humaitá e a Cachoeira das Guaribas, permitindo encerrar a estadia com banhos de rio e atividades náuticas antes do retorno pelas rodovias que cortam o município, principalmente a BR-116.