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O que saber antes de ir para Fernando de Noronha

O que saber antes de ir para Fernando de Noronha

O acesso à ilha é feito por via aérea e exige o pagamento de taxas de preservação. Os deslocamentos pela rodovia BR-363 ocorrem com buggies, táxis ou ônibus público. O clima é quente o ano todo, com período seco de agosto a fevereiro e chuvas entre março e julho.

  • Revisado editorialmente
  • 5 min de leitura

O capítulo

Reunimos aqui o essencial para planejar sua viagem a Fernando de Noronha: transporte e clima. Confira cada tema abaixo para se organizar antes de ir.

Como se locomover na ilha

A ilha principal tem apenas 17 km² de área e seu eixo central é a BR-363, considerada a segunda menor rodovia do país. Essa estrada corta a ilha de ponta a ponta, ligando o Porto de Santo Antônio à Praia do Sueste. Por causa dessa configuração simples em linha reta, a dinâmica de deslocamento se resume a poucas alternativas bem definidas:

  • Buggy: É o meio mais prático para rodar com autonomia total. Permite acessar estradas de terra batida que levam aos acessos das praias sem depender de horários. A diária varia entre R$ 200 e R$ 500 (ficando em torno de R$ 300 na média). Considere no orçamento o combustível, já que a gasolina na ilha custa R$ 7,70 o litro.
  • Ônibus público: A opção mais econômica para quem quer gastar pouco. A passagem custa R$ 5 e os veículos circulam estritamente pela rodovia principal em dois sentidos: Porto ou Sueste. A linha opera entre 5h/7h e 22h/23h, passando a cada 30 minutos. O ponto contra é que o ônibus não desce até a faixa de areia da maioria das praias, exigindo caminhadas a partir da rodovia.
  • Táxi: Funciona com tarifa tabelada para evitar surpresas, com corridas que variam entre R$ 20 e R$ 55 conforme o trecho. Do desembarque até as pousadas na Vila dos Remédios, Floresta Nova, Floresta Velha ou Vila do Trinta, a corrida sai por R$ 35 (ou R$ 40 na bandeira 2). É uma boa alternativa para saídas pontuais à noite ou para quem não quer assumir o custo diário de um veículo alugado.
  • Bicicleta elétrica: Alternativa ecológica para distâncias curtas ao longo do asfalto, com diária média de R$ 180.
  • Carro comum: O aluguel convencional começa a partir de R$ 500 por dia, mas não oferece a mesma agilidade do buggy nas vias de terra.
  • Outras formas de locomoção incluem o aluguel de motos, contratação de transfers e passeios organizados pelas agências, ou simplesmente pedir carona na beira da estrada, prática bastante comum entre moradores e visitantes.

Como chegar ao arquipélago

O acesso é feito exclusivamente por via aérea ou embarcações particulares, já que os navios de cruzeiro estão com operações suspensas. O ponto de chegada é o Aeroporto Governador Carlos Wilson (FEN).

  • Voos diretos: Há partidas a partir de Recife (voo de cerca de 1h a 1h15), Natal (com opção direta aos sábados operada pela Azul) e Fortaleza. De Campinas (Aeroporto de Viracopos), a Azul também opera voo direto, enquanto a rota direta saindo de São Paulo (Aeroporto de Guarulhos) dura cerca de 3h50.
  • Conexões: A maior parte dos passageiros voa com conexão em Recife utilizando as companhias Gol ou Azul. A Passaredo também opera rotas para o destino. A passagem aérea saindo de São Paulo com escala custa em média R$ 2.000.

Em termos geográficos, a ilha fica a 360 km de Natal e a 545 km de Recife. Lembre-se de incluir no planejamento as taxas obrigatórias cobradas por período: a Taxa de Preservação Ambiental (cerca de R$ 75 a R$ 97 por dia, somando em média R$ 617 conforme a estadia) e o ingresso de acesso ao parque marinho, que custa R$ 111.

Estação seca e época de chuvas

O clima em Fernando de Noronha é tropical, com temperatura média anual em torno de 26°C (podendo chegar a médias de 28°C) e calor constante o ano todo. A decisão de quando viajar depende basicamente de duas estações bem marcadas:

  • Estação seca (agosto a fevereiro): período em que a probabilidade de precipitação cai bastante. A janela entre setembro e março concentra os dias mais firmes para aproveitar praia e sol. É também quando acontece a alta temporada na ilha, concentrada entre dezembro e fevereiro.
  • Estação das chuvas (março a julho): época em que as chuvas são mais frequentes. Coincide com a baixa temporada, que vai principalmente de abril a junho.

Temperaturas ao longo do ano e mar

A variação térmica é muito pequena entre os meses. As máximas chegam a 30°C nos meses mais quentes (entre agosto e janeiro) e as mínimas raramente ficam abaixo de 22°C. A temperatura da água do mar se mantém estável na faixa dos 24°C durante todo o ano.

A variação média mês a mês:

  • Janeiro a março: mínimas de 26°C e máximas de 27°C.
  • Abril e maio: mínimas de 26°C e máximas de 27°C.
  • Junho e julho: mínimas de 25°C e máximas de 26°C.
  • Agosto e setembro: mínimas de 25°C e máximas de 26°C.

O que levar na mala de acordo com o clima

A dinâmica da ilha exige praticidade. Como a maioria das praias não conta com quiosques, guarda-sóis ou sombras naturais de árvores, a proteção contra o sol forte precisa vir na bagagem:

  • Roupas com proteção solar: blusas UV e bermudas de natação ajudam a encarar longos períodos na praia sem depender exclusivamente de reaplicação de filtro. Isso é crucial na Praia da Atalaia, onde não é permitido usar protetor solar antes de entrar na piscina natural para fazer snorkel.
  • Agasalho leve: embora o dia seja quente, à noite costuma bater um vento que traz sensação de frio moderado. Um casaquinho fino na mala resolve.
  • Calçados simples: evite salto alto de qualquer tipo. O terreno da ilha pede calçados baixos e despojados, como chinelos e rasteirinhas.
  • Repelente e farmácia básica: existe incidência do inseto maroim. As farmácias locais praticam preços altos, então traga repelente e itens de uso pessoal de fora.

Continue planejando

Todos os assuntos deste destino, reunidos.

Fim do capítulo

O guia de Fernando de Noronha tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.