A lógica de transporte em Diamantina é simples e divide a viagem em duas partes bem distintas: dentro da cidade histórica, o carro atrapalha; para explorar a região ao redor, ele faz muita falta.
No centro histórico, circular a pé é a escolha prática. As atrações ficam próximas umas das outras, e ficar hospedado na parte central permite fazer quase tudo caminhando. Dirigir por ali não compensa: as ruas são apertadas, de pedras irregulares, com ladeiras muito inclinadas, trânsito lento e vagas raras de estacionamento. Por outro lado, a estrutura urbana colonial — ruas de pedra, calçadas desniveladas, casarões originais e ausência de rampas — impõe barreiras severas de acessibilidade para cadeirantes ou pessoas com mobilidade reduzida, exigindo caminhadas com calma e calçados firmes.
Já para quem planeja sair do perímetro urbano, o carro se torna essencial. Os melhores passeios dos arredores exigem deslocamento por estrada:
- Parque Estadual do Biribiri: acesso mais rápido e autônomo com veículo próprio ou alugado.
- Milho Verde e São Gonçalo do Rio das Pedras: distritos vizinhos com cachoeiras e atmosfera pacata, ideais para bate-volta ou pernoite.
- Serro: cidade histórica vizinha famosa pela produção de queijo e casario colonial.
Depender de transporte público para esses trajetos no entorno atrasa o roteiro, já que a maioria das localidades conta com apenas um ônibus por dia. Quem chega à cidade sem veículo precisa recorrer a agências de tour locais ou negociar corridas com valor fechado com motoristas de táxi para cobrir os passeios da região.