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O que fazer

O que fazer em Diamantina

O miolo colonial pode ser percorrido a pé entre igrejas históricas, o Mercado Velho e casarões como a Casa de Juscelino Kubitschek. Fora do centro, as atrações incluem as cachoeiras do Parque Estadual do Biribiri e paredões de pedra na Gruta do Salitre.

  • Revisado editorialmente
  • 10 lugares selecionados
  • 4 min de leitura
Vista da histórica Casa da Glória em Diamantina, Minas Gerais
MTur Destinos · Public domain

O capítulo

Dá para dividir o roteiro em duas partes bem claras: o miolo urbano colonial, que se resolve todo a pé em um fim de semana, e os passeios de natureza nos arredores, que exigem deslocamento por estrada.

Antes de montar o roteiro dia a dia, preste atenção no calendário. De segunda a quarta-feira, boa parte dos atrativos turísticos não abre. As igrejas históricas têm funcionamento imprevisível — muitas abrem apenas por algumas horas aos sábados e domingos — e quase todas proíbem fotos no interior. Já os museus seguem horários fixos e mais rígidos.

O Centro Histórico a pé

Não é preciso usar carro para circular pelo miolo histórico. Tudo gira em torno da Catedral Metropolitana de Diamantina (Santo Antônio da Sé), construída entre 1932 e 1938. As ruas são de pedra e têm ladeiras íngremes, então o esforço físico faz parte da caminhada.

  • Mercado Velho (Centro Cultural David Ribeiro): Erguido em 1835 por Joaquim Cassimiro Lages, é o ponto de encontro clássico no centro, principalmente na hora do almoço, quando reúne barracas com quitutes mineiros. Fica na mesma área da Capela Imperial de Nossa Senhora do Amparo, da Casa do Muxarabi e da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim.
  • Museu do Diamante: Fica em um casarão de 1749 e guarda um acervo representativo dos séculos 17 a 19, ligado ao ciclo da mineração.
  • Casa de Juscelino Kubitschek: Construção em pau a pique do século XVIII onde o ex-presidente viveu na juventude, preservando cômodos e itens de época.
  • Casa de Chica da Silva: Residência da ex-escravizada entre 1763 e 1771, hoje sede local do Iphan.
  • Igreja de São Francisco de Assis: Templo rococó de 1775 com talha em madeira e detalhes em ouro. Fica em frente à Praça JK e ao prédio do fórum.
  • Igreja de Nossa Senhora do Carmo: Levantada entre 1760 e 1784, chama atenção pela arquitetura com a torre sineira posicionada nos fundos da construção.
  • Basílica Sagrado Coração de Jesus: Destaca-se pelo contraste arquitetônico com o resto da cidade, erguida em estilo neogótico entre 1885 e 1890.
  • Casa da Intendência: Outro ponto de relevância histórica no núcleo central, próximo à Sé.

Natureza e trilhas nos arredores

Saindo do calçamento da cidade, os atrativos naturais misturam formações rochosas, poços e caminhos históricos:

  • Parque Estadual do Biribiri: Fica a cerca de 13 a 15 km do centro. Abriga a Cachoeira do Sentinela e a histórica Vila de Biribiri, antiga vila fabril cercada por cachoeiras e registros de inscrições rupestres.
  • Gruta do Salitre: Formação com fendas e grandes paredões de pedra que chegam a 80 metros de altura, formando cânions imponentes esculpidos pelo tempo.
  • Caminho dos Escravos: Trilha de 20 km de extensão que conecta a sede urbana ao distrito de Mendanha, calçada com pedras rústicas.
  • Trilha Verde da Maria Fumaça: Percurso montado sobre o antigo leito ferroviário aberto em 1909 e desativado em 1973.

Vesperata, gastronomia e cidades vizinhas

A Vesperata é a atração cultural de maior apelo na cidade, levando instrumentistas para as sacadas dos casarões coloniais. O evento acontece em média dois sábados por mês, mas fica suspenso entre novembro e março por conta da temporada de chuvas.

Para quem busca experiências gastronômicas locais, a Rota Artesanal de Diamantina (operada pela Biribiri Tur) reúne visitas à fazenda de queijos Braúnas, à vinícola Quinta do Campo Alegre e à Cervejaria Relíquia.

Se sobrar tempo na programação, o distrito de Curralinho fica a apenas 10 km. Para viagens mais longas, vale esticar o roteiro até São Gonçalo do Rio das Pedras, Milho Verde ou Serro.

Lugares em Diamantina

  • 01

    Cachoeira da Guinda

    Localizada a cerca de 10 km de Diamantina, a Lagoa do Guinda tem águas cristalinas cercadas por dunas de areia branca. O acesso é feito por uma trilha curta de cinco minutos de caminhada. Como o poço é fundo logo na entrada, o banho exige saber nadar.

  • 02

    Cachoeira do Telesforo

    A Cachoeira do Telésforo reúne uma queda de 10 metros e uma ampla praia de areia branca na Serra do Espinhaço. A caminhada da área de parada leva 5 minutos em terreno plano, mas o trajeto a partir de Diamantina exige cerca de 50 km em estrada de terra.

  • 03

    Mirante do Cruzeiro

    Situado na crista da Serra dos Cristais, o Mirante do Cruzeiro exibe vista panorâmica da área urbana e das montanhas de Diamantina. O local tem entrada gratuita, acesso pela Rua Salto da Divisa e conta com um cruzeiro no topo para fotos no fim da tarde.

  • 04

    Mercado Velho

    Construído no século XIX, o Mercado Velho reúne feira de produtores, artesanato e gastronomia no centro histórico de Diamantina. O espaço tem entrada gratuita, funciona com barracas e música à noite e recebe feiras nas manhãs de sábado e domingo.

  • 05

    Museu Casa de Juscelino

    Instalado no Centro Histórico de Diamantina, o museu ocupa o casarão onde Juscelino Kubitschek viveu dos 3 aos 19 anos. O acervo reúne móveis de época, documentos e fotos da juventude do ex-presidente em uma visita que leva entre 30 e 50 minutos.

  • 06

    Museu do Diamante

    Criado em 1954, o Museu do Diamante reúne peças de mineração, documentos e arte sacra dos séculos 17 a 19. A instituição tem entrada gratuita e funciona no centro de Diamantina, em um casarão colonial de 1749 que pertenceu ao padre José da Silva e Oliveira Rolim.

  • 07

    Gruta do Salitre

    A Gruta do Salitre é uma formação de quartzito a céu aberto com paredões de até 80 metros de altura na Serra do Espinhaço. Situada a 9 km do centro de Diamantina por via asfaltada, a visita requer agendamento com o Instituto Biotrópicos e guia local.

  • 08

    Cachoeira dos Cristais

    A Cachoeira dos Cristais fica no Parque Estadual do Biribiri, a 18 km do Centro Histórico de Diamantina. O trajeto a partir da portaria tem 12 km de terra ou 9 km de trilha a pé. A atração é gratuita, dispensa guia e abre todos os dias das 08:00 às 17:00.

  • 09

    Cachoeira da Sentinela

    Localizada no Parque Estadual do Biribiri, a Cachoeira da Sentinela fica a 10 km do centro de Diamantina. O local reúne pequenas quedas d'água com poços calmos para banho, tem entrada gratuita e conta com estacionamento próprio ligado por trilha curta.

  • 10

    Parque Estadual do Biribiri

    Com entrada gratuita e a 15 km do centro de Diamantina, o Parque Estadual do Biribiri reúne trilhas fáceis, inscrições rupestres e cachoeiras. A reserva conta com estradas de terra sinalizadas que ligam os pontos de banho a uma antiga vila fabril preservada.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Dá para conhecer as principais atrações em um fim de semana?

Sim, é possível visitar igrejas, pequenos museus e casarões coloniais da cidade ao longo de um fim de semana. Como a maioria dos pontos turísticos está concentrada no Centro Histórico, o trajeto pode ser feito a pé, embora exija fôlego para encarar ladeiras íngremes.

Vale a pena visitar as atrações no início da semana?

Não é o período mais recomendado, já que de segunda a quarta-feira muitas atrações em Diamantina permanecem fechadas. Além disso, várias igrejas operam com horários restritos e costumam abrir apenas por algumas horas nos fins de semana.

Precisa de carro para visitar os pontos turísticos?

Não é necessário usar carro para circular entre as atrações centrais ao redor da Catedral Metropolitana. O transporte é exigido apenas para os passeios fora do miolo urbano, como a Gruta do Salitre, o Caminho dos Escravos e o Parque Estadual do Biribiri.

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Todos os assuntos deste destino, reunidos.

Fim do capítulo

O guia de Diamantina tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.