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O que saber antes de ir para Barra do Garças

O que saber antes de ir para Barra do Garças

O período de seca entre maio e setembro é o mais indicado para visitar Barra do Garças e fazer trilhas. Como as atrações ficam afastadas da cidade e exigem guias credenciados, alugar um carro e reservar cinco dias garantem o cumprimento do roteiro pela região.

  • Revisado editorialmente
  • 7 min de leitura

O capítulo

A melhor época: fuja das chuvas de verão

O calendário dita quase todo o sucesso da viagem. O período mais indicado vai de maio a setembro, durante a estação seca. Nesses meses, o tempo firme favorece as trilhas e o acesso aos atrativos naturais.

Por outro lado, evite planejar a ida entre dezembro e março. É a época de chuvas intensas, o que atrapalha deslocamentos e inviabiliza visitas a rios e quedas d'água.

Como chegar: planeje a logística com calma

Chegar a Barra do Garças exige atenção à malha aérea. O Aeroporto de Barra do Garças fica a cerca de 15 km do centro, mas opera com voos bem limitados. Na prática, a alternativa mais eficiente costuma ser voar até capitais próximas e seguir viagem por via terrestre:

  • Goiânia: é a alternativa mais prática. O desembarque no Aeroporto Santa Genoveva deixa você a cerca de 385 km de distância (aproximadamente 5 horas de estrada de carro ou ônibus).
  • Cuiabá: fica a aproximadamente 500 km a 520 km de distância. O trajeto rodoviário leva entre 6 e 7 horas, principalmente pela rodovia BR-070.
  • Brasília: está a cerca de 520 km de distância.

Os principais acessos rodoviários para a região são feitos pela BR-070 e pela rodovia BR-158.

Locomoção e estrutura: aluguel de carro e custos com guia

Não espere conseguir fazer tudo a pé ou dependendo de transporte público:

  • Aluguel de veículo: alugar um veículo é fundamental. As atrações ficam afastadas da área urbana — a Cachoeira Azul, por exemplo, fica a cerca de 50 km do centro, e outras estâncias da região ficam a 1 hora de estrada e não contam com serviço de transfer.
  • Obrigatoriedade de guias: coloque esse custo no orçamento. Grande parte dos principais passeios exige o acompanhamento de um guia credenciado.
  • Preços dos passeios: a maioria das saídas guiadas custa a partir de R$ 200,00 por pessoa.

Quanto tempo ficar

A duração recomendada para cumprir um bom roteiro pela cidade e conhecer pontos da Serra do Roncador — formação que se estende por cerca de 800 km — é de 5 dias. Menos que isso torna o deslocamento cansativo em relação ao tempo real de proveito nos atrativos.

Como chegar a Barra do Garças

Chegar à cidade exige um pouco de planejamento logístico, já que as distâncias rodoviárias a partir das capitais vizinhas são consideráveis e a malha aérea direta é restrita.

  • Voo direto: O Aeroporto de Barra do Garças (BPG) é o mais próximo, situado a 15 km (cerca de 9 milhas) da área central. A Azul opera voos comerciais no terminal.
  • Conexão via Goiânia: Uma das rotas mais práticas é desembarcar no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, e seguir de carro. A distância é de aproximadamente 380 km, em um trajeto que dura entre 5 e 6 horas de estrada.
  • Conexão via Cuiabá: Desembarcando na capital mato-grossense, a viagem de carro soma cerca de 511 km e leva de 7 a 8 horas.
  • Saída de Brasília: Para quem parte da capital federal, o percurso rodoviário tem cerca de 556 km de extensão.

Como se deslocar na cidade e nos arredores

Para sair dos pontos de chegada ou circular no perímetro urbano, os deslocamentos dependem de táxi, transfer particular ou aplicativos regionais de mobilidade. O transporte público convencional é limitado para fins turísticos.

  • Do Aeroporto (BPG) ao centro: O trajeto de 15 km pode ser feito por meio de táxis, transfers organizados por hotéis ou chamadas em aplicativos de mobilidade.
  • A partir da Rodoviária: O Terminal Rodoviário de Barra do Garças fica a 4,6 km do centro. No local, é possível pegar táxis ou acionar motoristas por plataformas locais.
  • Aplicativos de transporte locais: Além dos modelos tradicionais, operam na cidade plataformas específicas da região, como o BG Móvel (também chamado de bgmobi), o Urbano Norte e o barra-mobi. No BG Móvel, as corridas começam a partir de R$ 11,99, com pagamento via Pix, cartão de crédito, débito ou dinheiro.

Transporte para os atrativos naturais

Vale destacar que o valor cobrado em passeios e entradas nos atrativos turísticos não inclui o transporte até o local. Como alguns pontos de interesse ficam afastados — caso da Cachoeira Azul, situada a cerca de 50 km do centro —, depender exclusivamente de corridas curtas de aplicativo pode ser inviável para roteiros de natureza distante. Para essas visitas, planeje com antecedência a contratação de transfers dedicados ou esteja com veículo próprio/alugado.

Melhor época para visitar Barra do Garças

A janela mais equilibrada para viajar para Barra do Garças vai de maio a junho e de agosto a setembro. Nesses períodos, a estiagem garante dias abertos para fazer trilhas e passeios ao ar livre sem o risco de tempestades repentinas.

O clima tropical local divide o ano em dois momentos muito nítidos: a estiagem (de abril a setembro) e o período chuvoso (com pico entre dezembro e março). A temperatura média anual gira em torno de 26 °C, mas a sensação varia bastante dependendo da época do ano e da incidência de sol.

Estação seca (abril a setembro)

Entre abril e setembro, a chuva praticamente desaparece. Junho e julho registram índices mínimos de precipitação (3 mm e 1 mm, respectivamente), seguidos por agosto com apenas 4 mm e maio com 17 mm.

  • Maio: temperatura média de 25,4 °C (mínima de 19,9 °C e máxima de 30,6 °C) com 17 mm de chuva. Transição agradável após o fim das águas.
  • Junho: média de 24,7 °C (mínima de 18,5 °C e máxima de 30,4 °C) e 3 mm de precipitação.
  • Julho: mês mais frio do ano, com média de 24,5 °C, mínimas caindo para 17,7 °C nas noites e madrugadas e máximas de 30,7 °C à tarde, com apenas 1 mm de chuva.
  • Agosto: o calor volta a subir, registrando média de 26,4 °C (mínima de 19 °C e máxima de 32,9 °C) e 4 mm de precipitação.
  • Setembro: mês mais quente do ano, com média de 28,4 °C, mínima de 21,6 °C e máxima média de 34,7 °C, somando 34 mm de chuva.

Entre setembro e outubro, o calor atinge o ápice e as temperaturas máximas chegam a ultrapassar os 40 °C. Se a intenção for caminhar sob sol pleno, esse calor extremo exige atenção redobrada com hidratação e horários de saída.

Período de chuvas (outubro a março)

As chuvas intensas se concentram de dezembro a março, acumulando volumes expressivos que podem alterar o ritmo de passeios em áreas abertas:

  • Outubro: média de 28 °C (mínima de 23 °C e máxima de 33,5 °C) com 105 mm de precipitação, marcando o retorno das chuvas.
  • Novembro: média de 26 °C (mínima de 22,5 °C e máxima de 30,5 °C) e 217 mm de chuva.
  • Dezembro: média de 25,6 °C (mínima de 22,4 °C e máxima de 29,8 °C) com 301 mm de precipitação.
  • Janeiro: média de 25,6 °C (mínima de 22,4 °C e máxima de 29,7 °C) e o pico de chuva do ano, com 304 mm.
  • Fevereiro: média de 25,7 °C (mínima de 22,4 °C e máxima de 29,9 °C) e 239 mm de precipitação.
  • Março: média de 25,6 °C (mínima de 22,3 °C e máxima de 29,9 °C) com 199 mm de chuva.
  • Abril: média de 25,9 °C (mínima de 21,7 °C e máxima de 30,4 °C), quando a chuva cai para 79 mm e abre a temporada de seca.

O que levar na mala

Em função do calor constante e do perfil de atividades na região, a bagagem precisa focar em peças funcionais:

  • Roupas leves e de secagem rápida: essenciais tanto para amenizar as altas temperaturas quanto para caminhadas e travessias.
  • Calçado apropriado para trilhas e roupas de trekking: indispensáveis para caminhadas de bate e volta com segurança.
  • Proteção solar: protetor solar de alta proteção, óculos de sol (ou óculos escuros) e chapéu ou boné.
  • Hidratação e utilitários: garrafa de água reutilizável para repor líquidos no calor seco, repelente de insetos e uma mochila de aproximadamente 25 litros para saídas de um dia.
  • Acessórios extras: lanterna de cabeça, medicamentos de uso pessoal e um kit básico de primeiros socorros.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Vale a pena viajar em qualquer época do ano?

O período mais indicado para a viagem vai de maio a setembro, durante a estação seca, quando as condições para trilhas e cachoeiras estão mais favoráveis. O intervalo entre dezembro e março registra chuvas intensas e deve ser evitado.

Precisa alugar carro para fazer os passeios?

Sim, o aluguel de carro é altamente recomendado para alcançar as cachoeiras e os roteiros mais distantes do centro. Além disso, as estâncias da região não oferecem serviço de transfer para os visitantes.

Quantos dias ficar em Barra do Garças?

A duração recomendada para aproveitar o roteiro na região é de 5 dias. Esse intervalo permite conhecer os principais atrativos locais e explorar trechos da Serra do Roncador com calma.

Dá para fazer os passeios por conta própria?

Grande parte dos principais passeios em Barra do Garças exige a contratação de um guia credenciado. Para o planejamento financeiro, a maioria desses passeios guiados custa a partir de R$ 200,00 por pessoa.

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Todos os assuntos deste destino, reunidos.

Fim do capítulo

O guia de Barra do Garças tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.