O Vale do Cédron (também chamado de Vale Josafá) fica ao longo do muro oriental de Jerusalém, marcando exatamente a divisão geográfica entre o Monte do Templo e o Monte das Oliveiras. Historicamente, quem precisava subir até a cidade para adorar tinha de cruzar os vales que a cercam por trajetos marcados por sequidão, subidas íngremes e esforço físico.
Hoje, o local atrai visitantes principalmente pela importância religiosa e pelo conjunto de monumentos funerários antigos talhados na rocha.
Monumentos e túmulos históricos
O vale abriga uma vasta necrópole judaica e concentra estruturas funerárias de grande relevância histórica e arqueológica. Os principais pontos para observar no leito do vale são:
- Pilar de Absalão: imponente monumento funerário talhado em pedra, com uma estrutura superior cônica distinta.
- Tumba de Bene Hezir: complexo funerário rupestre associado a uma conhecida família sacerdotal da Antiguidade.
- Túmulo de Zacarias: monumento esculpido diretamente na rocha maciça, situado próximo às demais estruturas mortuárias.
Importância bíblica e características do vale
O Vale do Cédron é mencionado dez vezes no Antigo Testamento e uma vez no Novo Testamento. Na tradição judaica, o Vale Josafá é apontado como o cenário profético onde ocorrerão o julgamento final e a ressurreição dos mortos, motivo pelo qual tantas sepulturas foram estabelecidas em suas encostas ao longo dos séculos.
Mesmo durante os meses de chuva no inverno, o leito do vale permanece seco. Essa ausência de água corrente ocorre porque o fluxo da Fonte de Giom foi desviado na Antiguidade através da construção subterrânea do Túnel de Ezequias.