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O que saber antes de ir para Jerusalém

O que saber antes de ir para Jerusalém

Brasileiros entram no país sem visto pelo Aeroporto Ben Gurion, que fica a 57 km de Jerusalém. O trajeto de trem rápido até a estação Yitzhak Navon leva de 25 a 30 minutos. Na cidade, a maioria dos pontos turísticos tem entrada gratuita e exige roupas conservadoras.

  • Revisado editorialmente
  • 8 min de leitura
Vista da cidade de Jerusalém com edifícios em tons de amarelo
oktaykaratasoglu · Pixabay Content License

O capítulo

Quando ir e como lidar com o clima

Definir a data certa muda bastante a rotina em Jerusalém. Os meses de julho e agosto coincidem com a alta temporada, mas devem ser evitados se você não lida bem com calor intenso. Para escapar das multidões e caminhar com temperaturas mais amenas, o mês de março surge como a melhor alternativa: marca o início da média temporada e deixa os pontos históricos consideravelmente mais vazios.

Se a ideia for viajar entre dezembro e fevereiro, prepare-se para o inverno. O período traz frio intenso durante a noite, ocorrência de chuvas e, em ocasiões raras, episódios de neve.

Entrada, passaporte e imigração

Brasileiros não precisam de visto prévio para entrar em Israel a turismo. As exigências básicas de entrada são:

  • Passaporte com validade mínima de 6 meses além da data prevista de partida.
  • Passagem pelo controle de imigração do Aeroporto Internacional Ben Gurion, onde os agentes costumam entregar um papelzinho azul de entrada em vez de aplicar o carimbo físico nas páginas do documento.

Como chegar e transporte interno

Jerusalém fica no centro de Israel e é a capital do país, mas não conta com aeroporto internacional próprio. Toda a logística aérea passa pelo Aeroporto Internacional Ben Gurion, localizado em Tel Aviv, a 57 km de distância.

Para o deslocamento entre o terminal e o centro, há duas opções principais:

  • Trem rápido: parte do terminal e chega à estação Yitzhak Navon, em Jerusalém, em uma viagem de 25 a 30 minutos.
  • Carro: o percurso por estrada leva cerca de 1 hora.

Para circular pela cidade, o táxi é uma alternativa prática e econômica no dia a dia. Já para explorar a Cidade Velha, o trânsito de veículos é limitado, exigindo deslocamento a pé por áreas exclusivas para pedestres.

Custos e moeda

A moeda oficial utilizada no comércio e nos serviços é o Novo Shekel de Israel (NIS). Um ponto positivo no planejamento financeiro é que o acesso à maioria dos pontos turísticos locais é gratuito, o que ajuda a equilibrar os gastos totais do dia a dia.

Segurança, dinâmica urbana e regras de convivência

Viajar para Israel é considerado seguro para turistas. Ainda assim, por ser uma das cidades mais antigas do mundo e reunir tradições profundas no Oriente Médio, algumas regras locais de convivência devem ser seguidas:

  • Vestimenta: muitos locais solicitam formalmente o uso de roupas conservadoras para autorizar a entrada de visitantes.
  • Divisão da Cidade Velha: o perímetro histórico é dividido em quatro regiões bem delimitadas — Muçulmana, Cristã, Armênica e Judaica.
  • Dimensões das atrações: planeje bem o tempo de visita a espaços amplos. O Museu do Holocausto, cujo nome formal é Yad Vashem, ocupa um complexo de área superior a 18 hectares.
  • Horários ampliados: para pausas fora do horário comercial comum, a First Station, antiga estação ferroviária reformada, permanece aberta 24 horas por dia.

Como chegar a partir do Aeroporto e de Tel Aviv

Jerusalém não tem aeroporto próprio. A porta de entrada aérea é o Aeroporto Internacional Ben-Gurion, em Tel Aviv, que fica a cerca de 65 quilômetros de distância. A partir de lá ou do centro de Tel Aviv e de Haifa, a conexão mais prática sobre trilhos é feita pela companhia ferroviária Israel Railways, que chega diretamente à Estação Ferroviária Jerusalém–Yitzhak Navon, o principal terminal ferroviário local.

Para quem prefere ir de ônibus, o trajeto saindo de Tel Aviv leva pouco mais de uma hora e a passagem de ida custa cerca de 17 séquels (aproximadamente US$ 5,75). Todos os ônibus intermunicipais desembarcam na Estação Central de Ônibus de Jerusalém, ponto que concentra a malha rodoviária e conecta a cidade ao restante do país.

Transporte público: bonde, ônibus e cartão Rav-Kav

Dentro da cidade, o transporte público é eficiente e atende bem quem quer se deslocar sem gastar muito:

  • Bonde: É rápido, cômodo e fácil de usar, servindo como uma das melhores formas de circular pelas avenidas principais.
  • Ônibus: É o meio de transporte mais popular e utilizado na cidade. A frota é moderna, equipada com wifi e entradas USB para carregar o celular. O bilhete simples custa 7 séquels.
  • Cartão Rav-Kav: Item indispensável para quem pretende usar o transporte público, pois é obrigatório para pagar as viagens tanto nos ônibus quanto no bonde e nos trens.
  • Ônibus turístico panorâmico: Há um serviço de ônibus de dois andares com vista panorâmica, voltado para percorrer os principais pontos da capital.

Deslocamento no Shabat, táxis e aplicativos

A rotina do transporte muda completamente durante o Shabat (do pôr do sol de sexta ao pôr do sol de sábado), quando os serviços regulares de ônibus e trem deixam de operar. As opções para esse período e para trajetos pontuais são:

  • Táxi: É a alternativa garantida para circular no Shabat. Como referência de preço, uma corrida da Porta de Sião até o Monte das Oliveiras sai por cerca de 70 séquels.
  • Gett: Aplicativo de transporte que opera em moldes similares ao Uber, facilitando chamar táxis com preço e rota pelo celular.
  • Sherut: As vans compartilhadas continuam rodando durante o Shabat, funcionando como alternativa viável de transporte coletivo no período.

Aluguel de carro e opções a evitar

Alugar carro só faz sentido para quem planeja explorar outras regiões de Israel. Para circular apenas por Jerusalém, bicicletas e patinetes elétricos não são recomendados, já que o trânsito caótico torna a condução perigosa.

Se decidir alugar um veículo, fique atento às regras:

  • A carteira de habilitação brasileira é aceita, mas a Permissão Internacional para Dirigir (PID) é recomendada caso o documento não tenha campos em inglês ou hebraico.
  • A idade mínima exigida pela maioria das locadoras é de 21 anos, e condutores com menos de 25 anos costumam pagar sobretaxa diária.
  • Os preços sobem entre 20% e 30% na alta temporada de locação (meses de abril a maio e de setembro a outubro). As tarifas mais baixas aparecem na baixa temporada, de novembro a fevereiro.

Melhor época para viajar

A primavera (março a maio) e o outono (setembro a novembro) concentram o clima mais equilibrado para quem planeja andar muito pela cidade. O clima local é árido, típico do interior de Israel, marcado por extremos: verões secos e muito quentes em contraste com invernos frios e chuvosos. Embora o turismo religioso aconteça durante o ano inteiro, a escolha dos meses faz diferença direta no ritmo das caminhadas.

Como funciona cada estação

  • Primavera (março a maio): Período ameno, com temperaturas variando entre 12°C e 25°C e índice pluviométrico perto de 60 mm. É uma das faixas mais confortáveis do ano para circular a pé sem sofrer com extremos.
  • Verão (junho a agosto): Bastante quente e seco. As temperaturas ficam entre 20°C e 35°C, superando facilmente essa marca nos horários de pico. Em julho e agosto, as máximas chegam a 38°C. A chuva é praticamente inexistente (cerca de 10 mm no período) e os dias chegam a ter doze horas de luz solar.
  • Outono (setembro a novembro): Época agradável para exploração urbana, com termômetros entre 15°C e 28°C e chuvas acumuladas em 70 mm. Setembro ainda mantém calor elevado, enquanto novembro já marca a transição para o frio.
  • Inverno (dezembro a fevereiro): Período mais frio e úmido, concentrando a maior parte das chuvas do ano (cerca de 100 mm). As temperaturas costumam oscilar entre 5°C e 10°C (com registros gerais entre 8°C e 18°C), podendo cair até 0°C. A cidade registra uma média de um dia de neve por ano.

Médias de temperatura mês a mês

  • Janeiro: 4°C a 11°C
  • Fevereiro: 6°C a 13°C
  • Março: 8°C a 17°C
  • Abril: 13°C a 23°C
  • Maio: 16°C a 25°C
  • Junho: 19°C a 29°C
  • Julho e agosto: 21°C a 38°C
  • Setembro: 19°C a 35°C
  • Outubro: 17°C a 27°C
  • Novembro: 12°C a 19°C
  • Dezembro: 7°C a 13°C

O que levar na mala e regras de vestimenta

O relevo e o tipo de pavimento exigem calçados muito confortáveis para caminhadas longas. Sapatos de salto ou modelos sociais não funcionam no dia a dia.

Além da adaptação ao calor ou ao frio, há regras estritas de vestimenta em locais religiosos e históricos. Em lugares como o Muro das Lamentações, o Cenáculo e a Torre de Davi, a entrada com ombros descobertos (blusas de alcinha ou cavadas) é proibida. Tenha sempre à mão uma blusa com mangas ou um xale para cobrir os ombros antes de acessar esses espaços.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Brasileiros precisam de visto para entrar em Israel?

Brasileiros não precisam de visto prévio para viagens a turismo, mas devem apresentar passaporte com validade mínima de 6 meses a contar da data de partida. Na imigração do aeroporto Ben Gurion, as autoridades costumam entregar um cartão de papel azul em vez de carimbar o documento.

Qual é a melhor época para planejar a viagem?

O mês de março é uma boa escolha por marcar a média temporada, permitindo conhecer as atrações com a cidade menos cheia. Já julho e agosto devem ser evitados por conta do calor intenso, mesmo sendo o período de alta temporada.

Qual é o transporte mais rápido para chegar do aeroporto a Jerusalém?

A melhor alternativa em tempo de deslocamento é o trem rápido que liga o Aeroporto Ben Gurion à estação Yitzhak Navon em 25 a 30 minutos. Por via rodoviária, a distância de 57 km leva cerca de 1 hora de carro ou táxi.

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Fim do capítulo

O guia de Jerusalém tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.