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Serra do Itapety

Serra do Itapety

A serra abrange 5,2 mil hectares em Mogi das Cruzes e conta com opções de subida para caminhada e pedal. O relevo abriga mirantes como o Pico do Urubu, a 1.160 metros de altitude, e trilhas com acesso direto a partir da Estação Estudantes da CPTM.

Vista da Serra do Itapeti e do Pico do Urubu a partir de Itaquaquecetuba
FrangoBoy · CC BY-SA 4.0

Sobre Serra do Itapety

Vale a pena subir a serra?

A Serra do Itapety (também grafada como Itapeti) é a principal referência de relevo em Mogi das Cruzes, estendendo-se por cerca de 5,2 mil hectares e alcançando também partes de Suzano e Guararema. O terreno se encaixa na classificação de mares de morros e tem 442 hectares estritamente protegidos por unidades de conservação do SNUC, além de manter mais de 5 mil hectares como área de preservação permanente.

Com avaliação média de 4,7 estrelas em 32 resenhas, o lugar compensa principalmente para quem quer caminhar ou pedalar morro acima. Não é um passeio de contemplação passiva: quase tudo depende de esforço físico nas subidas ou de encarar estrada de chão com buracos.

Trilhas e mirantes principais

As rotas na serra variam bastante em esforço físico e distância. Antes de ir, vale escolher a trilha de acordo com o fôlego:

  • Pico do Urubu: é o ponto mais alto no extremo oeste do maciço rochoso, atingindo 1.160 metros de altitude. O percurso completo de trilhas soma 22 km de caminhada, com um trecho de subida contínua de aproximadamente 4 km. A dificuldade é moderada.
  • Trilha da Pedra do Lagarto: opção de nível leve para quem busca um trajeto mais curto. A caminhada total tem 5,5 km de extensão e leva em média 1h30 para alcançar o topo.
  • Trilha da Pedra da Lua: tem como facilidade logística o acesso inicial feito diretamente a partir da Estação Estudantes da CPTM, dispensando carro para o ponto de partida.
  • Trilha para a Pedra do Pôr do Sol: outro mirante acessado a partir dos caminhos que cortam a serra.
  • Trilha na Reserva Botujuru: exige cuidado no piso logo no trecho inicial, que mistura terra batida, raízes expostas e pedras escorregadias.

Parque Natural Municipal Francisco Affonso de Melo

Conhecido informalmente pelos moradores como Parque Chiquinho Veríssimo (ou Parque do Itapeti), o espaço funciona como área de preservação permanente e recebe apenas visitas monitoradas. O foco ali é conservação e observação da fauna e flora: a reserva abriga mais de 370 espécies vegetais, mais de 200 espécies de aves catalogadas, 62 espécies de mamíferos e 40 de anfíbios.

Como chegar e onde ficar

Para quem pretende dormir na serra, o Camping Colinas do Itapety fica em área de Mata Atlântica e cobra diárias a partir de R$ 40 por pessoa.

Na parte viária, a estrada de terra que surge após o término do asfalto é transitável para qualquer tipo de veículo comum, embora exija atenção pelos buracos no caminho. Vale o aviso urbano: no trajeto pela parte baixa da cidade, o trecho em que o rio Tietê corta o município de Mogi das Cruzes apresenta águas poluídas.

Outros lugares em Mogi das Cruzes

Cada um com página própria, com o que esperar e de onde veio a informação.

  • 01

    Museu dos Expedicionarios

    Situado no Centro de Mogi das Cruzes, o museu tem entrada gratuita e preserva a memória dos pracinhas da região na Segunda Guerra Mundial. O acervo reúne objetos pessoais, fotos históricas, documentos e vídeos com depoimentos de veteranos da FEB.

  • 02

    Rio Tiete

    Próximo à nascente em Salesópolis, o Rio Tietê corta Mogi das Cruzes mantendo características naturais na paisagem urbana. O contato com o rio acontece em parques estruturados nas margens, como o Parque Centenário e o Núcleo Ambiental da Ilha Marabá.

  • 03

    Parque Leon Feffer

    Localizado no distrito de Braz Cubas, o Parque Leon Feffer ocupa cerca de 26 hectares em Mogi das Cruzes. O espaço tem entrada totalmente gratuita e serve como alternativa para caminhadas ao ar livre e passeios rápidos em uma ampla área verde urbana.

  • 04

    Mercado Municipal de Mogi das Cruzes

    Instalado no endereço atual desde 1892, o Mercado Municipal de Mogi das Cruzes reúne mais de 100 boxes ativos de comércio tradicional e abastecimento local. O espaço compacto no centro histórico tem corredores que podem ser percorridos em menos de uma hora.

  • 05

    Parque da Cidade

    Com 85 mil metros quadrados e traçado de Ruy Ohtake, o parque inaugurado em 2014 reúne um circuito circular plano de 1,2 km para caminhada, corrida e bicicleta. O espaço fica na Rua Jardelina de Almeida Lopes e serve de parada para treinos rápidos ao ar livre.

  • 06

    Pedra do Sapo

    Situada a 80 km de São Paulo, a Pedra do Sapo atinge até 1005 metros de altitude e tem vista panorâmica para Bertioga. O acesso parte de Manoel Ferreira, na rodovia SP-98, com percursos a pé entre 3 e 14 km conforme o ponto de partida escolhido.

  • 07

    Parque das Neblinas

    A reserva de Mata Atlântica entre Mogi das Cruzes e Bertioga reúne trilhas, cicloturismo, camping e canoagem no Rio Itatinga. O acesso é feito pelo distrito de Taiaçupeba e exige agendamento prévio, funcionando de terça a domingo com atividades de 45 a 200 reais.

  • 08

    Parque Centenario

    Com entrada gratuita, o parque ocupa mais de 215 mil metros quadrados na Várzea do Rio Tietê e reúne quatro lagos com pontes flutuantes. A área conta com pistas de caminhada, réplica de toril e o Museu Taro Konno, dedicado à colonização japonesa.

  • 09

    Pico do Urubu

    A 1.160 metros de altitude na Serra do Itapeti, o mirante tem entrada gratuita e visão aberta em 360 graus de Mogi das Cruzes. O topo reúne barracas de comida e serve para decolagens de asa-delta e parapente, além de receber visitantes no fim de tarde.

Dúvidas

Perguntas frequentes

As trilhas exigem muito preparo físico?

Depende do percurso escolhido para a caminhada. A trilha da Pedra do Lagarto é considerada leve, com 5,5 km de extensão e cerca de 1h30 de duração até o topo. Já as trilhas que levam ao Pico do Urubu são de nível moderado, somando 22 km de trajeto total e cerca de 4 km só de subida.

Dá para chegar com carro comum?

Sim, não é obrigatório ter um veículo alto ou tração 4x4 para chegar ao local. A estrada de terra que começa após o fim do asfalto pode ser percorrida por qualquer tipo de veículo, embora apresente alguns buracos.

É possível acampar na serra?

Sim, o Camping Colinas do Itapety fica dentro de uma reserva de Mata Atlântica na serra e cobra diárias a partir de R$ 40 por pessoa. O local também serve como ponto de partida para trilhas rumo ao Pico do Urubu e à Pedra do Pôr do Sol.

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