O que comer em Mogi das Cruzes
A cozinha de Mogi das Cruzes tem duas raízes muito claras: o passado tropeiro do interior paulista e a forte presença da colônia japonesa. Por estar a uma curta distância de carro de São Paulo, a cidade funciona bem tanto para um bate-volta focado em almoço quanto para quem decide passar o fim de semana e quer alternar entre receitas de festa popular e restaurantes contemporâneos.
Se o objetivo for provar o que só existe por lá ou o que tem ligação direta com a história local, mire nestes preparos:
- Tortinho: bolinho de origem caipira feito com farinha de milho branca, farinha de mandioca e recheio de carne moída refogada. O traço exclusivo da cidade é o formato de meia-lua fechado à mão.
- Afogado: herança dos tropeiros e do período colonial, é um ensopado farto de carne com batata que serve de base alimentar na tradicional Festa do Divino.
- Bife Esquisito: criado por um restaurante fundado por imigrantes japoneses na cidade, junta filé-mignon à parmegiana coberto com ovo frito e guarnecido de batata chips.
- Buraco Quente: versão local do sanduíche de carne moída com bacon, cebola e tomate, servido bem úmido dentro do pão francês sem miolo.
- Churrasco dos Sete Dons: outro preparo ligado à Festa do Divino Espírito Santo. Leva carne temperada com sete elementos (óleo, água, sal, especiarias, salsinha, cebolinha e cebola), vai à chapa quente e chega à mesa dentro do pão francês.
- Sukiyaki e Yakissoba: a herança oriental faz com que esses dois pratos apareçam com frequência em feiras de rua e grandes celebrações mogianas.
- Pipoca com queijo parmesão: petisco simples que se consolidou como uma iguaria tradicional originária do município.
- Doces cristalizados: receita herdada de doceiras caseiras e antigos comerciantes, mantida como lembrança doce da região.