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Reserva Extrativista do Lago do Cunia

Reserva Extrativista do Lago do Cunia

Localizada a 130 km de Porto Velho, a reserva de uso sustentável exige autorização prévia do ICMBio para visitação. Os passeios de barco são conduzidos por moradores locais para a observação de fauna, incluindo uma população de mais de 36 mil jacarés.

Amanhecer sobre as águas do Lago do Cuniã na Amazônia
RodrigoErse · CC BY-SA 4.0

Sobre Reserva Extrativista do Lago do Cunia

A Reserva Extrativista do Lago do Cuniã não funciona como um passeio rápido de bate e volta a partir da zona urbana de Porto Velho. A unidade fica a cerca de 130 km da capital, na região do Baixo Madeira, e exige autorização prévia emitida pelo ICMBio — é obrigatório informar com antecedência a quantidade de pessoas e as datas pretendidas para a viagem.

Como funciona a visita e o que encontrar

Criada em 1999 e administrada pelo ICMBio no bioma Amazônia, a reserva é uma unidade de conservação federal de uso sustentável habitada por cerca de 90 famílias. As atividades no local são estruturadas em torno do turismo de base comunitária:

  • Passeio de barco: a navegação pelos lagos é conduzida por moradores nativos, em embarcações para grupos de cerca de oito pessoas, com duração aproximada de duas horas.
  • Observação de jacarés: os lagos da reserva abrigam mais de 36 mil jacarés, tornando a observação desses animais um dos principais focos da navegação.

Melhor época e logística de transporte

A época do ano define tanto o transporte até o local quanto a facilidade de ver a fauna:

  • Estação seca (junho a outubro): É o melhor período para a visualização dos jacarés. Com o nível das águas mais baixo, o acesso até o Cuniã pode ser feito por uma trilha de cerca de 12 quilômetros com saída a partir de São Carlos.
  • Estação chuvosa (novembro a maio): O trajeto é feito por vias fluviais. O percurso desce o rio Madeira em direção ao Amazonas e entra à esquerda pelo igarapé Cuniã, exigindo cerca de 7 horas de navegação em voadeira.

Vale a pena?

Vale a pena para quem tem interesse específico em vivência comunitária tradicional e observação de fauna amazônica em ambiente conservado. O destino não é indicado para roteiros curtos ou viajantes que buscam deslocamentos rápidos, já que a logística fluvial ou por trilha consome tempo significativo e a entrada depende de liberação formal dos órgãos ambientais.

Outros lugares em Porto Velho

Cada um com página própria, com o que esperar e de onde veio a informação.

  • 01

    Museu Palacio Getulio Vargas

    Antiga sede do governo estadual até 2015, o prédio inaugurado em 1954 abriga o Museu da Memória Rondoniense no Centro de Porto Velho. A visita reúne documentos históricos, acervo fotográfico, peças arqueológicas e um espaço dedicado aos antigos governadores.

  • 02

    Parque Circuito dos Tanques

    Vizinhos na Avenida Lauro Sodré, no Bairro Nacional, o Parque Circuito e o Parque dos Tanques ficam a apenas 0,1 km um do outro. A curta distância de 2,2 km do aeroporto facilita a visita combinada a esses dois espaços abertos da zona norte de Porto Velho.

  • 03

    Parque da Cidade

    Localizado atrás do Porto Velho Shopping, o parque tem entrada gratuita e abre diariamente das 05h às 22h. A estrutura reúne pista de caminhada, lago com patos, academia ao ar livre, quadra de vôlei, jardim sensorial acessível e tomadas para carregar celulares.

  • 04

    Mercado Central de Porto Velho

    Localizado no bairro Panair, o Mercado Central de Porto Velho reúne cerca de 40 boxes com alimentos típicos amazônicos, artesanato e vestuário. O espaço de comércio local pode ser percorrido em até uma hora e funciona de segunda a sábado das 6h às 18h.

  • 05

    Mercado Cultural de Porto Velho

    Localizado no centro histórico, o Mercado Cultural funciona todos os dias das 07:00 às 00:00 reunindo gastronomia local e eventos artísticos. O espaço ocupa o prédio do antigo Mercado Municipal, erguido durante as obras da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.

  • 06

    Parque Natural Municipal de Porto Velho

    Localizado a 15 km do centro, o parque conta com 390 hectares de floresta nativa preservada em área urbana. O espaço oferece trilha suspensa de 900 metros pela copa das árvores, percurso a pé de 3 km e acervo biológico com mais de 150 itens da fauna regional.

  • 07

    Museu da Estrada de Ferro Madeira Mamore

    O museu documenta a construção da ferrovia no início do século XX e reúne locomotivas históricas na Praça da EFMM. O espaço está temporariamente fechado aos visitantes e fica em Porto Velho, com época seca entre os meses de maio e setembro para passeios a pé.

  • 08

    Rio Madeira

    O Rio Madeira corta Porto Velho e concentra passeios de barco para observação de botos e praias fluviais na seca, entre maio e outubro. Às suas margens, o Cais do Porto e a orla reúnem restaurantes regionais e vista para o trânsito das embarcações locais.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Qual é a melhor época para visitar a reserva?

O período mais recomendado para avistar jacarés é a estação seca, que vai de junho a outubro. Já a época chuvosa acontece entre novembro e maio, quando o acesso é exclusivamente fluvial e os níveis dos rios estão altos.

É preciso pedir autorização prévia para entrar?

Sim, a visitação depende de autorização expedida pelo ICMBio. Ao planejar a viagem, é obrigatório solicitar a liberação informando o número de pessoas do grupo e o período exato pretendido.

Como funciona o acesso até o local?

O percurso é feito descendo o rio Madeira em direção ao Amazonas e entrando à esquerda no igarapé Cuniã. Na época de cheia, o trajeto leva cerca de 7 horas em barco do tipo voadeira, enquanto no período de seca dá para seguir por uma trilha de 12 km a partir de São Carlos.

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