Vale a pena visitar a Ilha Tiberina?
A Ilha Tiberina não exige um dia inteiro de planejamento nem reserva de ingressos, funcionando melhor como uma parada estratégica de travessia. Trata-se da única ilha fluvial no trecho do Rio Tibre que corta Roma, localizada na curva sul do rio e a pouca distância do Capitólio.
Com formato peculiar que lembra uma barca, a ilha tem dimensões modestas — cerca de 270 metros de comprimento por 67 metros de largura máxima (aproximando-se de 300 por 80 metros nos eixos totais). O passeio é rápido e faz mais sentido para quem já está caminhando entre a margem central e os restaurantes do outro lado do rio.
O que ver na ilha e importância histórica
A vocação da ilha para a saúde vem da Antiguidade e permanece até hoje. O local ficou historicamente famoso por abrigar o Templo de Esculápio, deus grego da Medicina. Atualmente, a maior parte da área construída pertence ao Hospital Fatebenefratelli, fundado originalmente em 1548 (com registros de 1584) e reformado em 1930.
Os maiores destaques de preservação estão nos acessos:
- Ponte Fabrício: erguida em 62 a.C., é a ponte mais antiga ainda de pé em Roma. Liga a ilha diretamente à margem do centro antigo e ao Gueto Judaico.
- Ponte Céstio: construída em 46 a.C., faz a conexão da margem oposta da ilha com o bairro de Trastevere.
Como chegar
Acessar a ilha a pé é o método mais prático dentro de um roteiro tradicional:
- A pé: fácil acesso caminhando a partir da área do Coliseu ou cruzando as pontes que saem de Trastevere e do Gueto Judaico.
- De transporte público: a linha de ônibus H faz o trajeto direto saindo da Estação Termini até a parada na Piazza Monte Savello, deixando você a poucos passos da margem do rio.