Vale a pena subir o Farol de Mandacaru?
A parada no Farol de Mandacaru compensa pela vista panorâmica lá de cima, mas exige fôlego: são 160 degraus em uma estrutura de 35 metros de altura. A torre atual foi inaugurada em 1940 e fica no povoado de mesmo nome, bem na foz do Rio Preguiças, dentro da área do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (criado em 1981).
A entrada no farol é gratuita, o que faz dele uma das atrações mais em conta para incluir no roteiro a partir de Barreirinhas, a cidade-base mais próxima. O detalhe prático mais importante é prestar atenção ao relógio: o local fecha no horário de almoço. O funcionamento ocorre todos os dias da semana em dois turnos:
- Manhã: das 08:30 às 11:30
- Tarde: das 13:30 às 17:00
Como chegar e quanto custa o passeio
Não dá para chegar por terra. O acesso é feito exclusivamente por via marítima em lanchas pelo Rio Preguiças.
A maneira padrão e mais prática de visitar o farol é contratar o chamado Circuito Caburé, que parte da beira-rio em Barreirinhas a bordo de uma voadeira (lancha rápida). Esse roteiro custa R$ 90 por pessoa e faz um circuito completo pelo rio, incluindo:
- Parada nos pequenos lençóis em Vassouras
- Subida ao Farol de Mandacaru
- Parada final na Praia de Caburé
Em termos de custo, é o passeio fluvial mais acessível da região. Para comparar com outros trajetos comuns que saem de Barreirinhas:
- Passeio de voadeira (Vassouras, Mandacaru e Caburé): R$ 90 por pessoa
- Circuito Lagoa Azul: R$ 100 por pessoa
- Circuito de Atins: R$ 150 por pessoa
Para quem vem de fora do estado, a logística terrestre até Barreirinhas costuma ser feita via capital: são cerca de 250 km a partir de São Luís, com transfer custando em média R$ 80 por pessoa. Já para quem cogita descer pelo Ceará, a distância do Aeroporto de Jericoacoara até Barreirinhas fica em torno de 380 km.
Quando ir e onde encaixar no roteiro
O farol costuma funcionar melhor como atração para o quarto dia de viagem, quebrando a sequência de caminhadas pelas dunas dos grandes circuitos de lagoas.
Em relação ao calendário no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, a dinâmica do ano se divide assim:
- Janeiro a abril: período chuvoso, quando as lagoas começam a encher novamente.
- Maio a setembro: melhor janela para a viagem, com lagoas cheias e clima mais estável para navegar de voadeira.
- Outubro a dezembro: período de seca, quando o volume de água das lagoas baixa drasticamente.