Terceira maior cidade da Espanha, Valência está localizada na costa leste do país, banhada pelas águas do Mar Mediterrâneo e situada a cerca de 350 quilômetros de Madri e de Barcelona. A cidade constrói sua identidade no equilíbrio entre séculos de patrimônio histórico e uma paisagem arquitetônica contemporânea, sendo amplamente reconhecida como o berço da tradicional paella e por suas extensas áreas verdes urbanas. Esse perfil atende tanto casais quanto famílias e viajantes focados em cultura e gastronomia, combinando ruelas antigas de pedra, construções modernistas, centros interativos de divulgação científica e praias abertas ao mar.
Em uma estadia comum de dois a três dias, a locomoção se resolve facilmente a pé, de bicicleta ou pelo transporte público, já que o carro particular tem pouca utilidade dentro da cidade. A rotina costuma começar pelo centro histórico em Ciutat Vella, onde ficam o movimentado Mercado Central de Valência — edifício modernista com mais de duzentas bancas de alimentos frescos e balcões de tapas — e o Museu Nacional de Cerâmica González Martí, sediado no Palácio do Marquês de Dos Águas. O circuito cultural se estende pelas estufas e zonas sombreadas do Jardim Botânico de Valência e pelas coleções do Museu de Belas Artes de Valência, instalado no Palácio de São Pio V, com pausas para provar a tradicional orchata nos terraços do Mercado de Colón.
O eixo central de integração da cidade é o Jardim do Turia, um parque linear de nove quilômetros criado no antigo leito seco do rio que atravessa a malha urbana sem interferência do tráfego de veículos. Esse corredor verde conduz até as estruturas futuristas da Cidade das Artes e das Ciências, onde fica o interativo Museu das Ciências Príncipe Felipe. Para além do centro, o roteiro alcança a orla marítima na Praia da Malvarrosa, conectada por tram e repleta de restaurantes de arroz à beira-mar, ou nas faixas de dunas preservadas da Praia de El Saler. A visita comumente se completa no Parque Natural da Albufera, situado de dez a quinze quilômetros ao sul, onde passeios em barcos tradicionais de madeira e paradas na vila de El Palmar mostram os arrozais onde o prato mais emblemático da região nasceu.