O santo, a chuva e o nome que nenhum papa repetiu
A fama de São Pedro com o clima vem de uma mistura direta entre religião popular e calendário: a crença de que ele controla as chuvas surgiu porque ele guarda a chave do Reino dos Céus, somada ao fato de que sua festa litúrgica cai exatamente no início do inverno.
Antes de acompanhar Jesus, Pedro tirava o sustento do mar como pescador. Os relatos bíblicos mencionam a cura da mãe de sua esposa por Jesus, o que sustenta a tese de que ele era viúvo. Por conta dessa trajetória e dos papéis atribuídos pela tradição católica, ele se tornou o protetor oficial de quatro grupos bem distintos: viúvas, agricultores, pescadores e papas.
Considerado pela Igreja Católica como o primeiro bispo de Roma e o primeiro papa da história, ele deixou uma marca institucional que dura dois milênios: em sinal de reverência direta ao apóstolo, nenhum pontífice que veio depois adotou o nome de Pedro. É por essa tradição que nunca existiu um Papa Pedro II no Vaticano.