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O que fazer

O que fazer em São Luís

O Centro Histórico de São Luís reúne mais de 3.500 casarões coloniais e museus como o do Reggae e a Casa de Nhozinho. Na orla e arredores, o roteiro inclui o Espigão Costeiro e a Casa das Tulhas, além de passeios para Alcântara e os Lençóis Maranhenses.

  • Revisado editorialmente
  • 8 lugares selecionados
  • 4 min de leitura
Fonte na praça da Catedral em São Luís, Maranhão
Mauricioalexandre55 · CC BY-SA 4.0

O capítulo

Centro Histórico e patrimônio colonial

O grande motivo para explorar a capital maranhense a pé é o Centro Histórico, reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1997. A cidade foi fundada em 1612 por uma expedição francesa liderada por Daniel de La Touche e reúne mais de 3.500 casarões coloniais construídos entre os séculos XVII e XVIII. Caminhar pela Rua do Giz, ladeada por essas fachadas históricas, dá a dimensão exata da arquitetura da época.

Para organizar os passeios culturais, preste atenção aos dias de funcionamento, já que vários espaços fecham no início da semana:

  • Palácio dos Leões: sede do governo estadual, o prédio começou como uma fortaleza francesa no início do século XVII e concentra séculos de transformações políticas da cidade.
  • Teatro Arthur Azevedo: inaugurado em 1817, tem visitação ao interior com ingresso a R$ 2.
  • Museu Histórico e Artístico do Maranhão: fica na Rua do Sol, instalado em um casarão colonial de 1836. O ingresso custa R$ 5.
  • Igreja da Sé: teve sua construção iniciada no século XVII e marca o centro religioso antigo da capital.
  • Museu de Arte Sacra: ocupa um edifício do século XVIII onde funcionava o antigo Palácio Episcopal.
  • Centro Cultural Vale Maranhão: funciona de terça a sábado, das 10h às 19h (fecha aos domingos, segundas e feriados), com entrada gratuita.
  • Casa de Nhozinho: espaço com entrada gratuita que funciona de terça a sábado, das 9h às 18h (fechado aos domingos e segundas).
  • Casa do Tambor de Crioula: aberta de terça a sábado, das 9h às 17h30, fechando aos domingos e segundas, também com visitação gratuita.
  • Museu do Reggae: dedicado a preservar e contar a trajetória do ritmo no Maranhão.

Quem prefere um circuito mais estruturado encontra opções de tour guiado de meio dia pela cidade, passeio privado a pé pelo núcleo histórico e até passeios fotográficos focados nos casarios.

Mercados, fontes e pontos ao ar livre

Além dos museus, a rotina e a história urbana se dividem entre pontos de abastecimento tradicionais e mirantes costeiros:

  • Casa das Tulhas (Mercado das Tulhas): ponto central de comércio de produtos típicos, aberto de segunda a sábado das 7h às 20h. Não abre aos domingos, então planeje as compras durante a semana ou no sábado.
  • Fonte do Ribeirão: construída em 1796, faz parte do traçado colonial de abastecimento de água do centro.
  • Praça dos Poetas: conta com um mirante voltado para a paisagem urbana e marítima.
  • Espigão Costeiro: estrutura à beira-mar que serve de ponto de caminhada e contemplação no final da tarde.

Parques e compras

Fora do miolo colonial, as alternativas de lazer incluem parques aquáticos e estrutura comercial:

  • Valparaíso Adventure Park (Valparaiso Acqua Park): parque com ingressos disponíveis para compra que reúne atrações como uma tirolesa de 220 metros de extensão e a piscina de ondas Isla Negra, inaugurada em 2018 com 65 metros de largura, 73,7 metros de comprimento e volume de 1,8 milhão de litros de água.
  • Shopping da Ilha: alternativa de compras em ambiente fechado, com estrutura completa de lojas e serviços.

Bate-voltas e rotas pela região

A capital funciona frequentemente como base para trajetos mais longos pelo litoral maranhense e estados vizinhos. Entre os deslocamentos mais comuns estão:

  • Alcântara: travessia histórica acessível em tour específico partindo da orla da capital.
  • Lençóis Maranhenses: saídas de bate-volta organizadas para conhecer as lagoas e dunas da região.
  • Rota das Emoções: percurso privativo que conecta múltiplos destinos e dura vários dias, com roteiros estruturados de 7 e 9 dias ligando a capital maranhense a Fortaleza.
  • Turismo de experiência e aventura: saídas focadas em trilhas, passeios de barco e trajetos em carro 4x4 pelos arredores.

Vale lembrar que os meses de junho a agosto marcam a alta temporada. Nesse intervalo, as diárias de hospedagem sobem bastante e os quartos ficam concorridos em áreas como a Avenida Litorânea, Ponta d'Areia e a região da Lagoa da Jansen — os pontos que concentram os melhores hotéis, já que o núcleo histórico dispõe de pouca estrutura hoteleira.

Lugares em São Luís

  • 01

    Museu Historico e Artistico do Maranhao

    Instalado no Solar Gomes de Sousa, sobrado de 1836 no Centro Histórico, o museu retrata a vida da elite maranhense entre os séculos XIX e XX. Seu acervo reúne cerca de 10 mil peças e o casarão conta com cômodos de época, teatro, jardim e mirante.

  • 02

    Forte de Santo Antonio da Barra

    Iniciado por volta de 1614 e tombado pelo IPHAN, o forte tem entrada gratuita e fica na Ponta d'Areia, entre duas praias de São Luís. O local restaurado reúne o Museu da Imagem e Som e o acervo de maquetes do Museu de Embarcações Tradicionais Maranhenses.

  • 03

    Mercado das Tulhas

    Localizado no Centro Histórico de São Luís, o Mercado das Tulhas ocupa um prédio erguido no século XIX na Praia Grande. A área externa reúne peças de vestuário e artesanato, enquanto a parte interna concentra barracas de temperos, doces típicos e bebidas maranhenses.

  • 04

    Fonte do Ribeirao

    Construída em 1796 no Centro Histórico de São Luís, a Fonte do Ribeirão abastecia a população colonial com água potável. O espaço reúne piso em pedras de cantaria, cinco carrancas esculpidas, réplica da estátua de Netuno e galerias subterrâneas de captação.

  • 05

    Lagoa da Jansen

    Situado a 4 km do Centro Histórico de São Luís, o Parque Ecológico da Lagoa da Jansen ocupa 150 hectares voltados ao lazer e esportes. O local reúne a Praça da Lagoa e a Arena Domingos Leal, funcionando como espaço aberto para caminhadas e atividades ao ar livre.

  • 06

    Praia do Olho D Agua

    Localizada a 10 km do centro de São Luís, a Praia do Olho d'Água tem mar agitado com águas mornas e vento contínuo favorável ao surf. O local oferece ampla faixa de areia cercada por mata nativa, além de quiosques e acesso à ciclovia da Avenida Litorânea.

  • 07

    Praia de Sao Marcos

    Localizada na Avenida Litorânea, a Praia de São Marcos combina calçadão com quiosques e faixa ampla de areia com dunas e coqueiros. O vento constante atrai praticantes de kitesurf e windsurf, e a orla abriga o Monumento Os Pescadores.

  • 08

    Praia do Calhau

    Margeada pela Avenida Litorânea em São Luís, a Praia do Calhau reúne dunas, coqueiros, calçadão e quiosques. A faixa de areia fica larga na maré baixa para caminhadas, e as condições de vento na região tornam o local propício para a prática de kitesurf e windsurf.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Vale a pena programar visitas culturais aos domingos ou segundas-feiras?

A maioria dos espaços culturais, como a Casa de Nhozinho, a Casa do Tambor de Crioula e o Centro Cultural Vale Maranhão, fecha aos domingos e às segundas-feiras. A Casa das Tulhas também não abre no domingo. Por isso, o mais indicado é concentrar os passeios pelo Centro Histórico de terça-feira a sábado.

É possível fazer passeios bate-volta a partir de São Luís?

Sim, a cidade oferece passeios de bate-volta tanto para os Lençóis Maranhenses quanto para a cidade de Alcântara. Além dos roteiros de um dia, a capital maranhense também serve de ponto de partida para percursos mais longos da Rota das Emoções até Fortaleza.

As atrações históricas e museus de São Luís costumam ser pagos?

Grande parte dos espaços oferece visitação gratuita, a exemplo da Casa de Nhozinho, da Casa do Tambor de Crioula e do Centro Cultural Vale Maranhão. Onde há cobrança de ingresso, os valores são bastante acessíveis, como R$ 2 para conhecer o interior do Teatro Arthur Azevedo e R$ 5 no Museu Histórico e Artístico do Maranhão.

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Fim do capítulo

O guia de São Luís tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.