Santiago, a capital do Chile, localiza-se no vale central do país, tendo a Cordilheira dos Andes como pano de fundo constante em sua paisagem urbana. Com cerca de 7 milhões de habitantes em sua área metropolitana, a cidade combina a agilidade de um centro financeiro contemporâneo a bairros tradicionais de ruas arborizadas e patrimônio preservado. Sua personalidade é marcada pelo contraste entre a rotina cosmopolita e a proximidade com a alta montanha, atendendo a casais, grupos de amigos e famílias. O destino serve tanto a quem busca uma viagem focada em museus, gastronomia e vida urbana quanto àqueles que utilizam a cidade como ponto de partida para as montanhas durante a temporada de neve, entre meados de junho e meados de setembro, quando as estações de esqui estão ativas.
Quem visita a capital chilena costuma planejar ao menos 3 dias de permanência para cumprir um roteiro básico. A locomoção é simples e eficiente: a rede de metrô, com suas 7 linhas e 136 estações, conecta a maior parte das áreas de interesse, sendo complementada por linhas de ônibus e aplicativos como Uber e DiDi para saídas noturnas e trajetos específicos. O ritmo tradicional de visitação começa a pé pelas quadras do Centro Histórico, onde ficam a Plaza de Armas, a Catedral Metropolitana e o Palácio La Moneda, além de espaços culturais como o Museu de Arte Pré-Colombiana e o Museu Nacional de Belas Artes, localizado no Parque Forestal. A partir dali, a caminhada segue de forma contínua pelo Barrio Lastarria até o Morro Santa Lucía, parque urbano histórico com caminhos de pedra e mirantes voltados para a região central.
Conforme o itinerário avança para áreas como Providencia, Las Condes e Vitacura, o visitante encontra um ambiente mais residencial e comercial. O planejamento diário costuma reservar turnos para subir ao Cerro San Cristóbal, situado no Parque Metropolitano de Santiago, cujo topo pode ser alcançado a pé, por funicular ou teleférico, bem como para apreciar a vista urbana a partir do Sky Costanera. As jornadas frequentemente se encerram com passeios pelo Barrio Italia, com sua concentração de cafés e lojas de design entre Providencia e Ñuñoa, tardes ao ar livre no Parque Bicentenario ou degustações de pescados e centolla no Mercado Central.