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Curiosidades

Curiosidades sobre Poços de Caldas

A cidade fica dentro de uma antiga caldeira vulcânica, formação que deu origem às suas águas termais e sulfurosas. Sua história inclui o passado dos cassinos na década de 1940 e particularidades como uma cabine rosa no teleférico e um monotrilho desativado.

  • Revisado editorialmente
  • 4 min de leitura

O capítulo

A cidade dentro de uma caldeira vulcânica e a origem do nome

Quem repara no relevo de montanhas ao redor do município nem sempre sabe que a área urbana fica exatamente dentro de uma antiga caldeira vulcânica. Trata-se de uma formação geológica rara no Brasil, responsável direta pelo surgimento das águas termais e sulfurosas que deram fama à região.

O próprio nome reflete essa geografia: "Poços" faz menção às nascentes de águas sulfurosas encontradas no local, enquanto "Caldas" remete à temperatura elevada e às propriedades térmicas dessas fontes. Hoje, a cidade tem pouco mais de 170.000 habitantes e fica a 255 km de São Paulo, 160 km de Campinas, 440 km de Belo Horizonte e 480 km do Rio de Janeiro.

O passado imperial e o apogeu dos cassinos

Antes de virar polo turístico consolidado, o destino teve momentos históricos bem marcados que moldaram sua arquitetura e seus costumes:

  • Visita imperial e ferrovia: em outubro de 1886, o Imperador Dom Pedro II foi até a cidade para inaugurar o ramal da Estrada de Ferro Mogiana. Hoje existe uma rota turística sinalizada que refaz os passos do imperador pelo município.
  • Imigração italiana: o fluxo de imigrantes italianos teve papel central no desenvolvimento local, introduzindo novos hábitos na rotina da população.
  • Palace Hotel: inaugurado em 1929 em estilo neoclássico, foi um dos primeiros hotéis de alto luxo do país. Ao longo das décadas, hospedou nomes como o presidente Juscelino Kubitschek e diversas celebridades.
  • A era do jogo: o auge dos cassinos ocorreu entre os anos 1930 e 1940. O Palace Casino abriu as portas em 1931 como centro social e cultural de elite. O espaço de jogos, inaugurado em 1944, funcionou por apenas dois anos, já que os jogos de azar foram proibidos por lei no Brasil em 1946.

Monotrilho fantasma, cabine rosa e particularidades locais

Caminhando pelos pontos turísticos e áreas centrais, você vai notar algumas peculiaridades estruturais e históricas bem específicas:

  • O monotrilho abandonado: ao longo do Rio Lambari, é impossível não reparar nas vigas elevadas de concreto. A obra do monotrilho começou na década de 1980, acumulou problemas técnicos e atrasos, foi entregue nos anos 2000 e acabou desativada, permanecendo como uma estrutura abandonada no meio da paisagem.
  • Teleférico e a homenagem a Nany People: em funcionamento desde 1974 ligando o centro ao topo da Serra de São Domingos, o Teleférico percorre pouco mais de 1,5 km e chega a 400 metros de altura. O bilhete custa R$ 74 (inteira) e R$ 37 (meia entrada). Entre as cabines tradicionais, há uma única cabine cor-de-rosa, criada em homenagem à artista Nany People, nascida na cidade.
  • Cristo Redentor: construído em 1958, o monumento tem cerca de 10 metros de altura e fica a mais de 1.600 metros de altitude. Fica dentro do Parque do Cristo, onde o estacionamento custa R$ 15 (carro ou moto) e o circuito de arvorismo sai por R$ 50 por pessoa.
  • Primeira hidrelétrica: a Cascata das Antas, com queda de 50 metros, preserva no seu entorno as ruínas da primeira usina hidrelétrica do município.
  • Escultura da Fonte dos Amores: inaugurada em 1929, a Fonte dos Amores abriga uma estátua clássica em mármore que retrata um casal abraçado.
  • Tradições e formatos: além da parada clássica para foto no Relógio Floral, a produção local inclui a Chocolateria Lascaux, que faz doces moldados no formato de cristais e rochas rústicas. Na Cachoeira Véu das Noivas (que tem 10 metros de altura), há um passeio de trenzinho exclusivo aos fins de semana por R$ 20. Para quem pretende fazer vários passeios pagos, o passaporte da Citur costuma cortar cerca de metade dos custos totais de entrada.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Como economizar nos ingressos das atrações da cidade?

Uma alternativa é utilizar o passaporte da Citur, que permite economizar cerca de metade do valor em vários passeios locais. Isso ajuda a baratear atrações pagas como o teleférico, que custa R$ 74 a inteira e R$ 37 a meia, e o arvorismo no Parque do Cristo, tabelado em R$ 50 por pessoa.

Dá para planejar uma viagem rápida de carro saindo de São Paulo ou Campinas?

Sim, o trajeto é acessível para um fim de semana ou feriado, ficando a cerca de 160 km de Campinas e 255 km da capital paulista. Para quem sai de Belo Horizonte (440 km) ou do Rio de Janeiro (480 km), a distância rodoviária é maior e demanda mais tempo de estrada.

Compensa subir ao Parque do Cristo de carro ou de teleférico?

A subida de carro ou moto é mais econômica para grupos, já que o estacionamento no topo custa R$ 15. Por outro lado, o teleférico funciona como um passeio próprio, percorrendo um trajeto de 1,5 km do centro até a serra a ingressos de R$ 74 a inteira e R$ 37 a meia entrada.

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Fim do capítulo

O guia de Poços de Caldas tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.