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Curiosidades

Curiosidades sobre Olímpia

As águas termais de Olímpia foram descobertas na década de 1950 em poços perfurados pela Petrobras à procura de petróleo. Com 55 mil habitantes, a cidade detém o título oficial de Capital Nacional do Folclore e recebe cerca de 3 milhões de visitantes ao ano.

  • Revisado editorialmente
  • 4 min de leitura
Vista da área de lazer do Hot Beach Parks and Resorts em Olímpia
CivArmy · CC BY 4.0

O capítulo

O poço de petróleo que virou parque aquático

A transformação da cidade em um polo de águas termais começou por puro engano geológico. Na década de 1950, a Petrobrás perfurou poços no município procurando petróleo, mas encontrou apenas água quente subterrânea. O combustível fóssil nunca apareceu, só que esse veio hidrotermal serviu de base, anos depois, para a criação do Thermas dos Laranjais.

Essa virada explica o descompasso entre o tamanho da população e o fluxo de quem passa por lá. O município tem cerca de 55 mil habitantes e recebe aproximadamente 3 milhões de visitantes ao ano. Para absorver esse volume, a cidade estruturou a 2ª maior rede hoteleira do Estado de São Paulo e a 5ª maior do Brasil, concentrando grandes resorts e empreendimentos multipropriedade ao redor dos parques.

A Capital Nacional do Folclore

Muito antes de ser associada às piscinas termais, a cidade já tinha suas tradições culturais consolidadas. O município detém o título oficial de Capital Nacional do Folclore Brasileiro, regulamentado pela Lei Federal Nº 13.566 de 2017. Essa vocação gerou estruturas e registros específicos espalhados pela cidade:

  • Festival do Folclore: evento anual que reúne grupos folclóricos de todo o país para apresentações de danças, músicas e manifestações regionais.
  • Recinto de Exposições e Praça de Atividades Folclóricas Professor José Sant'anna: espaço dedicado às grandes festividades, com cerca de 96.800 metros quadrados de área disponível e 6.500 metros quadrados de área construída.
  • Museu de História e Folclore Maria Olímpia: considerado um dos mais completos do gênero no Brasil, reúne um acervo de cerca de 3.000 peças sobre as tradições populares e o cotidiano do interior paulista.
  • Homenagem sertaneja: a dupla Tonico e Tinoco lançou no ano 2000 a música 'Olímpia, Cidade Moça', no CD '32 anos', gravada em tributo ao folclore e à memória do município.

Detalhes urbanos que passam despercebidos

Quem circula apenas entre o hotel e os parques aquáticos perde particularidades históricas curiosas do centro urbano:

  • Estádio Maria Tereza Breda: inaugurado em 1946, a casa do Olímpia Futebol Clube é o único estádio de um time profissional paulista batizado com nome de mulher, sendo também um dos mais antigos do país nessa categoria.
  • Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida: a praça do atual santuário servia como cemitério nos primeiros anos do povoado. Vista de cima, a planta da igreja forma o desenho exato de uma cruz.
  • Palacete Giosué Tonanni: prédio histórico que abriga o Museu de Arte Sacra e Diversidade Religiosa, reunindo peças sacras do século XVIII e objetos ligados a diferentes credos.
  • Centro Cultural e Histórico Maria Fumaça: funciona na antiga estação ferroviária restaurada e preserva documentos e peças sobre a ocupação e o transporte ferroviário regional.

A homônima da Grécia Antiga

O nome do município remete diretamente à cidade histórica grega onde as Olimpíadas nasceram em 776 a.C. — ano considerado o marco inicial documentado da história grega. Na Antiguidade, os jogos ocorriam a cada quatro anos, entre os meses de maio e junho, até serem suspensos no ano 393 d.C.

O antigo Gran Estadio de Olímpia grego comportava 40.000 espectadores, com uma pista de corrida de 211 metros de comprimento por 32 metros de largura. Naquela época, mulheres eram proibidas de assistir às competições. A exceção registrada foi Ferénica de Rodas, que burlou a regra vestida de treinador para acompanhar o filho atleta. Após o disfarce ser descoberto, os juízes determinaram que tanto competidores quanto treinadores passassem a frequentar as arenas despidos.

Dúvidas

Perguntas frequentes

É fácil encontrar hospedagem em Olímpia?

Sim, a cidade conta com uma estrutura ampla, sendo a 2ª maior rede hoteleira do estado de São Paulo e a 5ª de todo o Brasil. Essa capacidade atende ao fluxo constante de turistas, já que o município tem 55 mil moradores e recebe cerca de 3 milhões de visitantes por ano.

Vale a pena reservar tempo no roteiro para passeios culturais?

Vale a pena se você quiser conhecer a história regional além das águas termais. Você pode visitar o Centro Cultural Maria Fumaça na antiga estação de trem, o Museu de Arte Sacra no Palacete Giosué Tonanni e o Museu de História e Folclore Maria Olímpia, que guarda cerca de 3 mil peças.

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Fim do capítulo

O guia de Olímpia tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.