A formação da população reuniu correntes migratórias de diferentes partes do país e do exterior. A culinária local reflete diretamente essa mistura, reunindo raízes indígenas, nordestinas, mineiras, goianas, libanesas e palestinas em um mesmo cardápio diário.
Entre as comidas e bebidas tradicionais integradas aos hábitos dos moradores, destacam-se:
- Marizabel: prato salgado típico à base de carne e arroz, comum no cotidiano local.
- Tucunaré ao leite de Castanha do Pará: peixe regional preparado com o leite extraído da castanha.
- Cozidão de Bagre: ensopado tradicional feito com peixe de couro da bacia local.
- Tacacá: clássico de herança indígena servido quente.
- Esfirra: herança direta das famílias palestinas e libanesas que se estabeleceram no comércio.
- Pão de queijo: reflexo da presença e influência mineira no interior paraense.
- Cuscuz e Arroz-doce: hábitos alimentares herdados da migração nordestina.
- Suco natural de Guaraná da Amazônia: bebida comum para acompanhar as refeições matinais e lanches.
Na ala das sobremesas e doces, a castanha-do-pará e as frutas amazônicas dividem espaço com receitas do sertão:
- Bolo cabeça de negro: bolo tradicional feito com ingredientes locais.
- Biscoitos de castanhas, castanha cristalizada e torta de castanha: variações que aproveitam a matéria-prima regional.
- Creme de cupu: sobremesa feita com a polpa do cupuaçu.
- Mungunzá: preparo de milho doce de tradição nordestina.
Além da variedade, o custo da alimentação cotidiana pode ser baixo: um café da manhã para duas pessoas em padaria local, incluindo dois cafés com leite, dois mistos quentes e um prato de salgados, chega a custar R$ 9,00.