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Curiosidades

Curiosidades sobre Marabá

Conhecida como a capital do sul paraense, Marabá pode ser acessada por trem de passageiros vindo de Parauapebas. A cidade é polo do nanquim amazônico desde 1985 e tem uma culinária com influências indígenas, nordestinas, mineiras e libanesas.

  • Revisado editorialmente
  • 4 min de leitura
Vista panorâmica da área urbana da Nova Marabá
Hallel · CC BY-SA 4.0

O capítulo

Identidade de capital e perfil da cidade

Marabá funciona como o principal polo do sul paraense, tanto que carrega o título informal de segunda capital do estado ou capital do sul do Pará. É a maior cidade do interior e a quarta mais populosa de todo o estado, somando pouco mais de 266 mil habitantes segundo o Censo do IBGE de 2022.

Sua história começou bem antes da emancipação política: foi fundada em 1809, emancipada em 1913 e elevada à categoria de cidade apenas em 1923. Localizada nas coordenadas 5° 22′ 08″ S e 49° 07′ 04″ O, a cidade fica a 565 km de Belém — trajeto que exige cerca de 9 horas de carro para quem decide encarar a estrada a partir da capital.

Uma mesa com influências de várias regiões

A formação da população reuniu correntes migratórias de diferentes partes do país e do exterior. A culinária local reflete diretamente essa mistura, reunindo raízes indígenas, nordestinas, mineiras, goianas, libanesas e palestinas em um mesmo cardápio diário.

Entre as comidas e bebidas tradicionais integradas aos hábitos dos moradores, destacam-se:

  • Marizabel: prato salgado típico à base de carne e arroz, comum no cotidiano local.
  • Tucunaré ao leite de Castanha do Pará: peixe regional preparado com o leite extraído da castanha.
  • Cozidão de Bagre: ensopado tradicional feito com peixe de couro da bacia local.
  • Tacacá: clássico de herança indígena servido quente.
  • Esfirra: herança direta das famílias palestinas e libanesas que se estabeleceram no comércio.
  • Pão de queijo: reflexo da presença e influência mineira no interior paraense.
  • Cuscuz e Arroz-doce: hábitos alimentares herdados da migração nordestina.
  • Suco natural de Guaraná da Amazônia: bebida comum para acompanhar as refeições matinais e lanches.

Na ala das sobremesas e doces, a castanha-do-pará e as frutas amazônicas dividem espaço com receitas do sertão:

  • Bolo cabeça de negro: bolo tradicional feito com ingredientes locais.
  • Biscoitos de castanhas, castanha cristalizada e torta de castanha: variações que aproveitam a matéria-prima regional.
  • Creme de cupu: sobremesa feita com a polpa do cupuaçu.
  • Mungunzá: preparo de milho doce de tradição nordestina.

Além da variedade, o custo da alimentação cotidiana pode ser baixo: um café da manhã para duas pessoas em padaria local, incluindo dois cafés com leite, dois mistos quentes e um prato de salgados, chega a custar R$ 9,00.

Arte com nanquim chinês, ritmos e celebrações

Um dos traços culturais mais singulares do município é ser reconhecido como um dos principais centros difusores do nanquim amazônico. A técnica de origem chinesa foi introduzida na cidade em 1985 e se adaptou à representação de elementos da flora, fauna e cotidiano ribeirinho.

No dia a dia e nas festas populares, o comportamento cultural também segue padrões próprios:

  • Trilha sonora cotidiana: os gêneros musicais com maior preferência popular nas ruas e estabelecimentos são o sertanejo, o forró e o reggae.
  • Festejos juninos: no mês de junho, as apresentações reúnem grupos de bois-bumbá, quadrilhas roceiras e quadrilhas alegóricas.
  • Festa do padroeiro São Félix de Valois: as celebrações ao padroeiro duram dez dias de quermesses, culminando na procissão principal realizada em 20 de novembro.

Acesso ferroviário e marcos históricos

Uma particularidade logística importante é o acesso sobre trilhos. É possível chegar à cidade utilizando um trem de passageiros, com a linha que faz a ligação de Parauapebas a Marabá cobrando tarifa de R$ 15,00 — uma alternativa econômica em comparação ao transporte rodoviário.

Para quem busca entender a ocupação do espaço urbano e a preservação local:

  • Museu Histórico Municipal Francisco Coelho: reúne o acervo sobre a formação do município. Fica aberto para visitação de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 9h às 13h.
  • Parque Zoobotânico de Marabá: mantém sua área de floresta contínua preservada e dedicada ao contato com a vegetação nativa desde 1997.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Dá para chegar a Marabá de trem?

Sim, é possível viajar até a cidade usando a linha de trem de passageiros que conecta Parauapebas a Marabá. A passagem custa R$ 15,00, sendo uma alternativa econômica para o deslocamento regional.

Vale a pena viajar de carro saindo de Belém?

O trajeto exige planejamento, já que Marabá fica a 565 km da capital paraense. O deslocamento de carro dura cerca de 9 horas, demandando um dia quase inteiro de estrada.

Qual é a melhor época para acompanhar as festas tradicionais da cidade?

Junho é o período ideal para ver os festejos juninos com grupos de bois-bumbá e quadrilhas roceiras e alegóricas. Já em novembro ocorrem dez dias de quermesses em celebração a São Félix de Valois, com a procissão principal realizada no dia 20.

Qual é o melhor momento para visitar o Museu Municipal Francisco Coelho?

De terça a sexta-feira o museu funciona em horário integral, das 9h às 17h. Nos sábados e domingos, o local abre em turno reduzido, atendendo apenas das 9h às 13h.

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Todos os assuntos deste destino, reunidos.

Fim do capítulo

O guia de Marabá tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.