Pular para o conteúdo

O que saber antes de ir para Copenhague

O que saber antes de ir para Copenhague

O trajeto de metrô do aeroporto ao centro leva 15 minutos, e a cidade pode ser percorrida a pé ou de bicicleta. Três a quatro dias são recomendados para a visita, sendo que o verão, de junho a setembro, registra temperaturas na faixa dos 15 ºC aos 25 ºC.

  • Revisado editorialmente
  • 10 min de leitura
Vista da cidade de Copenhague a partir do castelo de Christiansborg
Pudelek · CC BY-SA 4.0

O capítulo

A melhor época e o impacto do clima

A escolha da época do ano muda drasticamente a viagem para a capital da Dinamarca. Se a ideia é aproveitar a cidade ao ar livre, o verão — de junho a setembro — é o período mais indicado. Nessa época, a temperatura média fica em torno de 25 ºC (com médias históricas gerais variando entre 15 ºC e 25 ºC, ou 17 ºC a 21 ºC no país), e o clima entre maio e setembro se mantém constante na faixa dos 16 ºC aos 25 ºC.

Nas outras estações, o cenário é bem diferente:

  • Primavera (março a junho): As temperaturas médias sobem aos poucos, ficando entre 5 ºC e 15 ºC.
  • Outono (setembro a dezembro): Marcado por folhas secas e médias de 5 ºC a 18 ºC, com frio intenso avançando até o fim do ano.
  • Inverno (dezembro a março): Muito rigoroso, com médias de -2 ºC a 5 ºC (ou -1 ºC a 4 ºC), dias com pouco sol, presença constante de neve e termômetros perto de zero ou negativos. Quem não tolera frio pesado deve evitar esses meses.

Quanto tempo ficar e logística de chegada

O tempo recomendado para conhecer a cidade com calma é de três a quatro dias inteiros.

Não existem voos diretos do Brasil para a Dinamarca. O trajeto exige conexões em capitais europeias e dura no total entre 14 e 18 horas até o desembarque no Aeroporto de Copenhague (CPH).

Sair do terminal até a área urbana é rápido e prático. O metrô (pela linha M2) faz o trajeto direto até o centro em 15 minutos. Além do metrô, o aeroporto tem ligações diretas por trem e ônibus.

Custos: o que esperar de ingressos e passeios

Planejar os gastos diários exige atenção ao custo das entradas e atrações centrais:

  • Passeio de barco pelos canais: Custa cerca de 15 euros em média, ou 50 DKK na opção da empresa Netto-Bådene.
  • Torre Redonda: A subida ao mirante custa em torno de 5 euros.
  • Palácio de Amalienborg: Entrada para o museu por cerca de 15 euros.
  • Museu Nacional da Dinamarca: Ingresso na faixa de 15 euros.
  • Castelo de Rosenborg: Entrada por volta de 17 euros.
  • Parque Tivoli: Ingresso ao parque por cerca de 20 euros.

Na hospedagem, os hostels na região central durante a alta temporada de verão têm diárias a partir de 300 reais.

Onde ficar e segurança

A localização mais estratégica para se hospedar é no centro, ficando a poucos passos de pontos como o canal Nyhavn, o parque Tivoli e a Strøget (a famosa rua de pedestres da cidade, criada em 1962). A região central é uma área segura para turistas caminharem durante o dia ou à noite.

Para circular, a dinâmica urbana favorece deslocamentos a pé ou em bicicleta, além de uma rede eficiente de transporte público composta por metrô, ônibus e trens.

Fatos e contexto histórico

  • Nyhavn: O canal histórico, conhecido como Novo Porto, foi mandado construir pelo rei Cristiano V em 1670.
  • Praça da Prefeitura: A praça central da capital foi construída em 1905.
  • Origem do Lego: A marca foi fundada em território dinamarquês em 1932 por um carpinteiro local.

Como sair do aeroporto

O Aeroporto de Copenhague-Kastrup (cujo nome oficial é Copenhagen Airport) fica a apenas 8 a 9 km do centro. A maneira mais rápida e prática de fazer esse trajeto é a linha de metrô M2, que sai direto do terminal e chega à estação Kongens Nytorv (vizinha a Nyhavn) em um intervalo de 12 a 15 minutos.

Para esse deslocamento é necessário comprar um bilhete de 3 zonas, que custa em torno de 36 DKK. Em comparação, pegar um táxi até a área central costuma sair entre 250 e 350 DKK (ou mais, dependendo do trânsito e do horário), o que raramente compensa frente à rapidez e frequência do metrô.

Como funciona o transporte público

A rede de transporte público da capital dinamarquesa é totalmente unificada: a mesma tarifa vale para metrô, trens S, ônibus urbanos, trens regionais (nas zonas adquiridas), ônibus do porto e ônibus noturnos. Nas estações e no aeroporto há mapas e instruções em dinamarquês e inglês, e as máquinas de autoatendimento aceitam tanto cartão de crédito quanto dinheiro.

As opções de passagens e passes cobrem diferentes necessidades:

  • Bilhete avulso de 2 zonas: custa 24 DKK e tem validade de 75 minutos. É a tarifa básica para circular pela região central.
  • Bilhetes de 4 a 6 zonas: custam 40 DKK (4 zonas), 46 DKK (5 zonas) e 50 DKK (6 zonas).
  • City Pass Small: cobre as zonas de 1 a 4 (incluindo o trajeto até o aeroporto) e custa entre 90 e 100 DKK para 24 horas, chegando a aproximadamente 340 DKK para a versão de 120 horas.
  • City Pass Large: atende das zonas 1 a 99 e varia de cerca de 200 DKK (24 horas) a 600 DKK (120 horas).

O metrô conta com quatro linhas que operam 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os intervalos entre os trens ficam entre 2 e 4 minutos nos horários de pico e variam de 7 a 20 minutos durante a madrugada.

Chegando de outros países por trem, avião ou cruzeiro

Para quem vem do Brasil, não há voos diretos: é obrigatório fazer ao menos uma conexão em outro país europeu. Já para quem sai de Portugal, o avião costuma ser a opção mais rápida, cômoda e em conta.

Se a rota envolver conexões terrestres ou marítimas pela Europa:

  • Trem: todas as viagens internacionais chegam pela estação central Hovedbanegården. O trem vindo de Malmö (Suécia) leva apenas 40 minutos. De Hamburgo (Alemanha), a viagem dura 6 horas, enquanto o trajeto a partir de Oslo (Noruega) leva 7 horas.
  • Cruzeiro: os quatro terminais marítimos da cidade ficam a cerca de trinta minutos de transporte público da região central.

A pé, de bicicleta ou transporte público?

Quem escolhe se hospedar no centro consegue fazer praticamente todos os passeios a pé, já que os principais atrativos, bares e restaurantes ficam concentrados em distâncias curtas. Para quem quer circular como os locais, o aluguel de bicicleta custa de 100 a 150 DKK por dia. O transporte sobre trilhos e ônibus entra como um complemento eficiente para conexões mais longas, viagens noturnas ou dias de deslocamento entre bairros distantes.

Melhor época para viajar

A janela recomendada para visitar a capital dinamarquesa vai de maio a setembro. É nesse período que as temperaturas ficam mais agradáveis e os dias ganham bastante luminosidade, permitindo aproveitar melhor a cidade a pé ou de bicicleta.

Para quem busca dias longos e clima ameno, o auge do verão (junho a agosto) é o período mais favorável. Já para quem quer evitar preços mais altos de hospedagem e o movimento intenso de turistas, os meses de janeiro, fevereiro e novembro formam a baixa temporada, com tarifas reduzidas de hotel, embora exijam lidar com frio, vento e poucas horas de sol.

Verão (junho a agosto)

O verão concentra o clima mais agradável do ano, com termômetros oscilando entre 15 °C e 25 °C — a média geral fica em torno de 20 °C, e as máximas costumam bater entre 20 °C e 22 °C. Julho é o mês mais quente do ano, com média de 18 °C.

  • Luz natural: o sol pode durar até 18 horas por dia, estendendo a circulação pelas ruas até tarde.
  • Clima: temperaturas amenas para padrões europeus; raramente há calor excessivo.

Primavera (março a maio)

A transição do frio para o calor eleva as médias gradualmente de 5 °C a 15 °C (ou de 6 °C a 16 °C ao longo dos meses).

  • Início da estação (março e abril): ainda bastante frio e chuvoso, exigindo casaco reforçado e capa de chuva.
  • Maio: o clima esquenta, tornando-se um dos melhores meses para viajar antes da lotação máxima do verão.

Outono (setembro a novembro)

As temperaturas caem de forma perceptível. Em setembro, os termômetros ainda registram médias perto de 17 °C ou 18 °C, mas em novembro a média já despenca para cerca de 7 °C (variando no trimestre entre 5 °C e 18 °C).

Novembro marca a entrada da baixa temporada, trazendo diárias mais em conta, porém já com dias cinzentos e frio constante.

Inverno (dezembro a fevereiro)

O inverno é marcado por temperaturas baixas, vento, chuva frequente e dias muito curtos. A média da estação varia entre -2 °C e 5 °C (médias mensais ficam em torno de 1 °C a 3 °C, com 2,4 °C em janeiro e 2,5 °C em fevereiro). De dezembro a fevereiro, os termômetros costumam registrar marcas abaixo de zero com regularidade.

  • Chuva e neve: chove ou neva a cada três dias, embora nevascas muito pesadas sejam raras.
  • Luz do dia: em dezembro, o sol se põe por volta das 15h, reduzindo drasticamente o tempo de luz natural.
  • O que levar: casaco pesado e peças corta-vento são obrigatórios para aguentar as caminhadas na rua.
  • Vantagens: janeiro e fevereiro registram as menores tarifas de hospedagem e atrações vazias.

Copenhague é seguro na prática?

A resposta direta é sim: a capital dinamarquesa tem índices muito baixos de criminalidade violenta e assaltos a mão armada são eventos raros. Para quem viaja sozinho, em especial mulheres solo, a cidade costuma ser bastante tranquila para caminhar a qualquer hora, com relatos mínimos de assédio e um sistema de transporte público funcional e seguro.

Ainda assim, não dá para descuidar totalmente. O principal problema enfrentado por turistas são os pequenos furtos (batedores de carteira), que aumentam de frequência durante o verão e em locais com grande circulação de pessoas. Fique atento especialmente em:

  • Strøget: a principal rua de compras da cidade atrai multidões e concentra a maior parte dos furtos de carteira e celular.
  • Estação Central (København H): área movimentada de conexões onde é preciso manter mochilas fechadas e malas sempre à vista.

Um golpe comum nessas zonas turísticas é a abordagem por pessoas fingindo coletar assinaturas em um abaixo-assinado falso. Enquanto a pessoa tenta ler o papel ou conversar, um cúmplice aproveita a distração para puxar carteiras ou celulares dos bolsos. A recomendação é recusar o contato e seguir caminho. Além disso, não deixe bolsas ou eletrônicos desacompanhados em mesas de café, nem objetos de valor visíveis dentro de veículos ou quartos de hotel.

Outro ponto que exige atenção institucional, conforme o Serviço de Segurança e Inteligência da Dinamarca (PET), é o risco de terrorismo, considerado significativo no país, seguindo o padrão de alerta de grande parte da Europa Ocidental.

Transporte e locomoção noturna

Circular à noite em Copenhague não costuma gerar tensão. A rede de transporte público — formada por trens, metrô e ônibus — funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, mantendo a iluminação e a segurança constantes nas estações e veículos.

Se preferir transporte individual, saiba que a Uber não opera em Copenhague. Os táxis convencionais pegos na rua têm tarifas altas, mas você pode chamar corridas por aplicativos locais como o Taxi 4x35 e o Viggo para acompanhar os preços antes de embarcar.

Informações úteis para imprevistos

  • Número de emergência: em qualquer situação urgente (polícia, ambulância ou bombeiros), o telefone único é o 112.
  • Água potável: a água de torneira em Copenhague tem excelente qualidade e pode ser consumida diretamente sem necessidade de comprar garrafas plásticas.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Quantos dias ficar em Copenhague?

O tempo de estadia recomendado é de três a quatro dias inteiros para aproveitar bem a cidade. Com esse período, você consegue explorar os principais pontos a pé, de bicicleta ou utilizando a rede de transporte público.

Qual é a melhor época do ano para ir a Copenhague?

O verão, entre junho e setembro, é o período ideal para a viagem, registrando temperaturas médias em torno de 25 ºC. Quem prefere evitar o frio rigoroso, neve constante e pouco sol deve evitar viajar entre dezembro e março.

Como ir do aeroporto até o centro da cidade?

O trajeto do Aeroporto de Copenhague ao centro é rápido e conta com opções de metrô, trem e ônibus. Utilizando a linha M2 do metrô, o percurso até a região central leva cerca de 15 minutos.

Qual é a melhor região para se hospedar?

A área mais indicada para se hospedar é o centro da cidade, nas proximidades de Nyhavn, da rua Strøget e do Tivoli. Além de ser uma região segura para turistas, a localização facilita o deslocamento para os passeios.

Continue planejando

Todos os assuntos deste destino, reunidos.

Fim do capítulo

O guia de Copenhague tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.