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Onde comer

Onde comer em Chapada dos Guimarães

A culinária local baseia-se em peixes de água doce, como pacu e pintado, e ingredientes do cerrado como pequi e guariroba. Os restaurantes reúnem desde peixarias e receitas cuiabanas tradicionais até opções contemporâneas com vista para os paredões.

  • Revisado editorialmente
  • 4 min de leitura
Prato com peixe assado acompanhado de rúcula, tomates e azeitonas sobre a mesa
aytalina · Pixabay Content License

O capítulo

Os pratos típicos que definem a mesa local

A base gastronômica em Chapada dos Guimarães gira em torno dos rios e do cerrado. O pacu assado na brasa é o prato mais emblemático da região, seguido de perto pelo filé de pintado, que chega às mesas tanto grelhado quanto assado, mantendo viva a tradição pesqueira mato-grossense. Em cardápios tradicionais, também aparecem receitas como a ventrecha de pacu, a mujica de pintado, o arroz com Maria Isabel, a farofa de banana com carne seca, a galinhada e a costelinha com arroz.

Para repor as energias após as trilhas, a carne de sol com mandioca é uma escolha comum e substanciosa. Dois ingredientes nativos exigem atenção de quem visita a cidade pela primeira vez:

  • Pequi: muito consumido no arroz com pequi, seu caroço é repleto de espinhos internos finos e pontiagudos. A regra de ouro é nunca morder o fruto, apenas raspar ou chupar a polpa externa delicadamente.
  • Guariroba: palmito nativo do cerrado com sabor intensamente amargo, usado no preparo de refogados, empadões e tortas.

Para acompanhar ou encerrar as refeições, produtores locais trabalham com licores artesanais feitos de frutos do cerrado como mangaba, buriti, cagaita e baru. Já nos cafés da manhã das pousadas da região, é padrão encontrar itens regionais como bolo de mandioca, tapioca, queijo coalho, geleias artesanais e frutas locais.

Peixarias e comida regional

Quem busca a culinária tradicional encontra opções focadas em peixes de água doce e clássicos da cozinha cuiabana:

  • Nelsinho Peixaria (Rua Coronel Maneco Alberraz, 16, Centro): ponto de referência para provar a Piraputanga sem espinho. O local costuma ter movimento constante, por isso recomenda-se fazer reserva com antecedência.
  • Trapiche Regionalíssimo: especializado em peixes, com opções que vão do pacu assado e ventrecha de pacu até a mujica de pintado e preparos com bacalhau.
  • Morro dos Ventos (Estrada do Mirante, Km 1): focado em receitas regionais e moquecas de peixes da bacia local em um ambiente charmoso.
  • Xá Ica (Avenida Restaurante Morro dos Ventos): casa de raízes cuiabanas que serve pratos fartos, incluindo opções de filé e T-Bone de cordeiro.
  • Restaurante do Gaúcho (Rodovia Emanuel Pinheiro, KM 27): endereço conhecido por servir carneiro ao vinho servido com farofa de banana.
  • Restaurante Baguá: alternativa indicada para quem procura comida caseira simples no dia a dia.

Refeições com vista e propostas autorais

Para almoços sem pressa ou jantares com cardápio mais elaborado, algumas casas combinam culinária contemporânea e estruturas voltadas à paisagem dos paredões:

  • Atmã (Serra do Atima, Bairro Lavrinha): conhecido pelo cuidado com a decoração e pratos autorais, como o filé de pintado grelhado com legumes e banana-da-terra frita, filé à mostarda com nhoque de mandioquinha e a posta de bacalhau grelhada no azeite com arroz de champanhe e papoula.
  • Penhasco (Avenida Penhasco, Bairro Bom Clima): serve pratos como o pintado ao molho de camarão. Um diferencial prático é que o valor do almoço já inclui o acesso a uma trilha ecológica na propriedade.
  • Bistrô da Mata: espaço de perfil romântico, com jantar à luz de velas e música ao vivo. A cozinha aposta em preparos criativos no fogão a lenha e receitas com peixe Piraputanga.
  • Orvalho: casa voltada para drinks autorais e pratos de gastronomia contemporânea.

Carnes, massas e cozinhas internacionais

Fora do circuito de peixes e pratos mato-grossenses, a cidade reúne opções para variar o cardápio:

  • Boi Baguá (Rodovia do Mirante): churrascaria com ampla variedade de cortes de carne e preços acessíveis.
  • Tratoria Pomodori (Rua Quinco Caldas, 58): trabalha com massas de recheios variados e refeições rápidas, além de pratos tradicionais alemães como o Eisbein e o Schlachtplatte.
  • Restaurante especializado em comida portuguesa (Avenida do Penhasco, esquina com a Rua 17, Bom Clima): focado nos clássicos da culinária lusa.
  • Don Quixote (Rua 22, Quadra 17, nº 11, Cohab): comandado por chef espanhol, tem o menu centrado em paellas e frutos do mar.
  • Pizzaria Margherita: serve pizzas preparadas com mussarela de búfala.
  • KOI Culinária Japonesa: opção para quem busca combinados e sushis na região central.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Dá para combinar o almoço com algum passeio na natureza?

Sim, o restaurante Penhasco inclui o acesso a uma trilha ecológica no próprio valor do almoço. O local fica no bairro Bom Clima e serve pratos como o pintado ao molho de camarão.

Que cuidados são necessários ao provar ingredientes típicos do cerrado?

Ao experimentar o arroz com pequi, chupe apenas a polpa e nunca morda o caroço, pois ele possui espinhos agudos escondidos. Se for provar a guariroba, palmito nativo usado em refogados e tortas, espere por um sabor intensamente amargo.

O que pedir para um almoço reforçado depois das trilhas?

A carne de sol com mandioca é uma opção substanciosa muito comum nos cardápios locais para quem volta dos passeios. Pratos à base de peixe também são clássicos na cidade, como o pacu assado na brasa e o filé de pintado.

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Fim do capítulo

O guia de Chapada dos Guimarães tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.