Buenos Aires, capital da Argentina situada às margens do Rio da Prata, é um dos principais polos urbanos e culturais da América do Sul. A cidade se diferencia pela combinação entre uma imponente arquitetura clássica, avenidas largas como a 9 de Julio — marcada pela silhueta do Obelisco de 68 metros de altura — e uma rotina em que o cotidiano acontece nas calçadas, livrarias e cafés históricos, a exemplo do tradicional Café Tortoni, fundado em 1858. Trata-se de um destino versátil que atende muito bem casais em busca de gastronomia e espetáculos, famílias que aproveitam parques estruturados e viajantes interessados em arte, arquitetura e na marcante cultura esportiva de uma metrópole que abriga 36 estádios de futebol.
Para absorver o ritmo portenho sem pressa, o viajante costuma planejar de quatro a cinco dias inteiros na cidade, agrupando as atividades por zonas geográficas vizinhas. Como a capital é muito espalhada e inviabiliza trajetos exclusivamente a pé entre bairros distantes, a circulação pelo mapa funciona de forma eficiente combinando caminhadas locais com as linhas do metrô Subte — o mais antigo da América Latina, inaugurado em 1913 — e ônibus urbanos, ambos pagos exclusivamente com o cartão SUBE, além de viagens com motoristas de aplicativo ou táxis. A logística de chegada se divide entre o Aeroparque, a apenas 9 km da região central, e Ezeiza, a 32 km, enquanto a hospedagem costuma se concentrar na conveniência da Recoleta ou na cena gastronômica de Palermo.
Os dias costumam começar pelo centro cívico na histórica Plaza de Mayo, que reúne a Casa Rosada, o Cabildo e a Catedral Metropolitana, além da proximidade com a monumental sala de espetáculos do Teatro Colón. Aos domingos, o foco se desloca para o charme antigo de San Telmo, com sua feira de rua e os galpões do centenário Mercado de San Telmo. Conforme o roteiro avança para a zona norte, a programação ganha o respiro verde dos Bosques de Palermo, com as roseiras do El Rosedal e o Jardim Japonês, e se conecta a grandes referências artísticas, como o acervo do Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (MALBA) — onde repousa o Abaporu de Tarsila do Amaral —, as ruelas esculpidas do Cemitério La Recoleta e a imponente escultura metálica Floralis Genérica.