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Onde comer

Onde comer em Belo Horizonte

A culinária de Belo Horizonte reúne receitas de fogão, petiscos de boteco e alta gastronomia autoral. Os bairros Savassi e Lourdes concentram opções para almoçar e jantar, enquanto endereços tradicionais servem pratos como o kaol e o fígado com jiló.

  • Revisado editorialmente
  • 4 min de leitura
Pães de queijo tradicionais assados e dourados
Jonathan Wilkins · CC BY-SA 3.0

O capítulo

Como se planejar para comer em Belo Horizonte

A cena gastronômica da capital mineira se divide com clareza entre tradição de boteco, restaurantes rústicos e alta gastronomia autoral. Para quem quer organizar o roteiro sem perder tempo em deslocamentos desnecessários, os bairros Savassi e Lourdes concentram a maior parte dos endereços para almoçar e jantar, tanto durante o dia quanto à noite. O custo varia conforme a proposta: enquanto bares e casas intermediárias cobrem a rotina, almoços e jantares na faixa de alta gastronomia têm tíquete médio a partir de R$ 100.

Pratos tradicionais e onde provar

A comida típica local vai muito além do básico, reunindo pratos de panela, petiscos de estufa e quitandas clássicas:

  • Kaol: Prato ícone da cidade servido com arroz, ovo, linguiça e couve. A criação é associada ao tradicional Café Palhares, fundado em 1938 na Rua Tupinambás, no Centro.
  • Fígado com jiló: Petisco clássico de boteco e símbolo absoluto do Mercado Central de Belo Horizonte.
  • Pão de queijo: Marca registrada da cidade, com destaque para as receitas que levam uso generoso de queijo meia cura, além de versões recheadas.
  • Pratos de fogão: O feijão tropeiro, a vaca atolada, o tutu à mineira (servido com torresmo e linguiça) e o frango com quiabo compõem a base dos cardápios regionais. Outra receita bem tradicional é o frango ao molho pardo, servido com arroz, angu e quiabo.
  • Petiscos e caldos: Em mesas de bar, são comuns o pastel de angu, o bolinho de feijão e o caldo de mocotó, feito à base de ossos de boi. Para sobremesa ou café da tarde, o padrão fica com o doce de leite, a goiabada cascão com queijo minas e a cachaça artesanal.

Savassi: bares, cafés e movimento constante

A Savassi é o bairro mais movimentado para comer e beber na cidade, reunindo vida noturna ativa e opções que funcionam do almoço à madrugada.

  • Redentor Bar: Funciona na faixa intermediária com serviço self-service de comida a quilo no almoço — incluindo opções de peixe — e cardápio à la carte no jantar, com mesinhas na varanda e na calçada.
  • Moema Bar e Cozinha: Casa contemporânea de faixa intermediária com foco em culinária brasileira e petiscos de bar.
  • Café com Letras: A unidade da Savassi combina mesas entre prateleiras de livros e programação com shows de jazz diários. A marca também mantém uma unidade dentro do Centro Cultural Banco do Brasil, na Praça da Liberdade, servindo pratos executivos de almoço e pão de queijo próprio.
  • Domenico Pizzeria e Trattoria: Endereço italiano voltado para o preparo de pizza napolitana.
  • Savá Pub & Smash e La Traviata: Situados na Avenida Cristóvão Colombo, compartilham o mesmo ponto. O Savá tem pegada underground focada em hambúrgueres artesanais, enquanto o La Traviata prepara pizzas assadas em forno a lenha com coberturas clássicas e autorais.
  • Bar Ideal: Opção de comida brasileira e ambiente de bar com preços na faixa intermediária.

Lourdes: o polo da alta gastronomia

Quem procura pratos autorais e propostas mais elaboradas deve focar no bairro Lourdes, endereço gastronômico mais sofisticado da cidade.

  • Restaurante Glouton: Sob comando do chef Leo Paixão, trabalha alta gastronomia franco-mineira, unindo técnicas da cozinha francesa aos sabores da roça.
  • Pacato: Focado em alta cozinha mineira contemporânea, opera com formato de menu degustação.
  • Trintaeum: Casa de gastronomia mineira autoral comandada pela chef Ana Gabi Costa.
  • Gero BH: Endereço sofisticado situado no bairro, voltado à cozinha refinada.
  • Sal e Brasa Belo Horizonte: Opera na faixa de preço alta com opções que mesclam culinária brasileira e culinária japonesa.

Pampulha e Santa Tereza

Saindo da região centro-sul, dois bairros justificam a visita pelo perfil gastronômico específico:

  • Xapuri (Pampulha): Serve comida mineira tradicional em ambiente rústico, cercado por área verde, ideal para refeições sem pressa.
  • Birosca S2 (Santa Tereza): Bistrô contemporâneo com cardápio assinado pela chef Bruna Martins, inserido no clima boêmio e tradicional do bairro.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Qual bairro escolher para sair para comer e beber?

Se você busca movimento e vida noturna intensa, a Savassi é a melhor região para comer e beber. Para quem prefere alta gastronomia, o bairro de Lourdes concentra os restaurantes mais sofisticados. Ambos os bairros reúnem diversas opções para almoçar e jantar tanto de dia quanto à noite.

Onde provar os pratos clássicos mais tradicionais da cidade?

Para provar o tradicional Kaol, feito com arroz, ovo, linguiça e couve, a parada indicada é o Café Palhares, no Centro desde 1938. Já o fígado com jiló é o petisco clássico símbolo do Mercado Central, enquanto o Xapuri, na Pampulha, serve comida típica mineira em ambiente rústico.

Quanto custa uma refeição nos restaurantes de alta gastronomia?

As refeições na faixa de preço mais alta em Belo Horizonte custam a partir de R$ 100 por pessoa. A maior concentração dessas casas está no bairro Lourdes, reunindo opções como o Pacato, que oferece menu degustação, e o Glouton, com gastronomia franco-mineira.

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Fim do capítulo

O guia de Belo Horizonte tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.