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Curiosidades

Curiosidades sobre Aracruz

O nome de Aracruz surgiu a partir de um erro em mapas antigos que substituiu a vila de Sauaçu. O município concentra aldeamentos dos povos Tupiniquim e Guarani no território capixaba. Sua história reúne marcos da imigração italiana e da colonização portuguesa.

  • Revisado editorialmente
  • 3 min de leitura

O capítulo

Um erro cartográfico e o nome que pegou

Quem pesquisa a história de Aracruz logo descobre que o município começou com o nome de Aldeia Nueva, fundada como um assentamento jesuíta em 1556. Tempos depois, a localidade passou a se chamar Sauaçu — termo em tupi-guarani que significa "grande macaco".

O nome atual, Aracruz, surgiu de forma curiosa: um erro em mapas antigos misturou a denominação de um povoado indígena com a da vila. A confusão geográfica foi oficializada e substituiu Sauaçu em definitivo.

Os únicos indígenas aldeados do Espírito Santo

Aracruz é a única cidade capixaba que abriga indígenas vivendo em aldeamentos. São cerca de 600 indivíduos divididos entre os povos Tupiniquim e Guarani, distribuídos em três terras indígenas demarcadas:

  • Terra Indígena Caieiras Velhas
  • Terra Indígena Comboios
  • Terra Indígena Tupiniquim

Essa presença cultural não fica isolada nos livros; ela faz parte da rota do turismo ecológico e cultural:

  • Aldeia Piraquê-Açu: a visita custa R$ 20,00 e fica próxima ao espelho d'água onde operam os passeios fluviais.
  • Aldeia Temática Tekoá Mirim: aberta para visitação exclusivamente mediante agendamento prévio, apresentando arquitetura das moradias tradicionais, utensílios, artesanato e pratos da gastronomia local.

Marco da imigração italiana e raízes coloniais

A bagagem histórica da região mistura origens indígenas, africanas e européias. Em 1832, o imigrante italiano Pietro Tabacchi fundou por ali a Fazenda Nova Trento, um marco pioneiro da presença de italianos no estado.

No litoral, o distrito de Santa Cruz preserva resquícios do início da colonização portuguesa no Brasil. Caminhando pelo centro histórico da localidade, dois atrativos se destacam com acesso sem custo:

  • Museu de Santa Cruz: preserva a memória documental e cultural da vila, com entrada gratuita.
  • Igreja de Monte Serrat: construção histórica de fé católica ligada aos primeiros séculos de colonização, também com entrada gratuita.

Nas tradições locais, essa confluência cultural aparece no calendário de rua ao longo do ano, com a realização da Festa da Cidade, da Festa do Mastro e do Festival da Tainha.

Gigante da celulose convivendo com mangues e 47 km de praia

O litoral aracruzense se estende por 47 km e se diferencia pela calmaria do mar. Pontos como Praia de Barra do Sahy, Praia de Santa Cruz e Praia de Coqueiral têm arrebentação suave, funcionando bem para famílias ou quem prefere nadar sem enfrentar repuxo forte.

Ao mesmo tempo em que preserva ecossistemas de Mata Atlântica e manguezais preservados, a cidade sedia uma unidade fabril da Suzano, considerada uma das maiores indústrias de celulose do planeta. Esse perfil industrial convive diretamente com áreas de preservação e turismo de aventura:

  • Rio Piraquê-Açu: recebe passeios de lancha ou escuna a R$ 30,00, navegando entre canais de manguezal bem conservados junto ao encontro com o Rio Piraquê-Mirim.
  • Parque Natural Municipal do Aricanga: unidade de conservação com trilhas no bloco de Mata Atlântica; quem pretende subir em excursão precisa ficar atento à regra de agendamento prévio, obrigatório para grupos com mais de 20 pessoas.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Dá para visitar aldeias indígenas em Aracruz?

Sim, o município é o único do Espírito Santo a abrigar indígenas aldeados das etnias Tupiniquim e Guarani. Você pode conhecer a Aldeia Piraquê-Açu pagando R$ 20,00 de entrada. Já a Aldeia Temática Tekoá Mirim recebe visitantes sob agendamento prévio para apresentar moradias, artesanato e a culinária local.

Quanto custa fazer os passeios culturais e históricos?

Atrações históricas como o Museu de Santa Cruz e a Igreja de Monte Serrat contam com entrada gratuita. Já para os passeios de lancha ou escuna pelo Rio Piraquê-Açu, o valor cobrado é de R$ 30,00 por pessoa.

Precisa agendar com antecedência para conhecer os pontos turísticos?

Depende da atração e do tamanho do seu grupo. A Aldeia Temática Tekoá Mirim exige agendamento prévio para visitação, enquanto o Parque Natural Municipal do Aricanga só requer essa marcação prévia para grupos com mais de 20 pessoas.

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Fim do capítulo

O guia de Aracruz tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.