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Curiosidades

Curiosidades sobre Alter do Chão

Fundada em 1626, Alter do Chão é um distrito de Santarém que preserva herança colonial e sedia a Festa do Sairé. Banhada pelo Rio Tapajós, a vila tem praias fluviais entre julho e fevereiro e fica próxima ao encontro das águas com o Rio Amazonas.

  • Revisado editorialmente
  • 3 min de leitura
Fotografia da paisagem natural de Alter do Chão no Pará
idobi · CC BY-SA 3.0

O capítulo

Do reconhecimento internacional à herança portuguesa

Alter do Chão ganhou projeção internacional quando o jornal inglês The Guardian elegeu o balneário como a melhor praia do Brasil. Apesar da fama mundial de litoral de água doce, o lugar é, na verdade, um distrito administrativo de Santarém, no oeste do Pará, com uma população de apenas 6.740 habitantes.

A história da vila começou muito antes do turismo:

  • Fundação histórica: foi fundada em 6 de março de 1626 pelo explorador português Pedro Teixeira e formalmente criada em 6 de março de 1758.
  • Origem do nome: foi batizada em homenagem à vila portuguesa homônima.
  • Construção colonial: a Igreja Matriz N. Sra. da Saúde permanece como uma das primeiras construções erguidas no vilarejo, preservando traços do estilo barroco português.

A dinâmica dos rios e o calendário das águas

Quem planeja a viagem precisa entender que a paisagem muda de forma radical ao longo dos meses. A geografia local é ditada pela margem direita do Rio Tapajós (nas coordenadas 2° 31′ 00″ S, 54° 57′ 00″ O).

  • Encontro das águas: próximo dali ocorre o encontro entre o Rio Tapajós e o Rio Amazonas. As águas dos dois rios correm lado a lado sem se misturar imediatamente devido a diferenças marcantes de temperatura, densidade e quantidade de sedimentos.
  • Inverno amazônico: o período de chuvas e cheias dos rios recebe essa denominação regional. Nessa fase, a água sobe e cobre boa parte das faixas de areia.
  • Alta temporada: acontece entre o final de julho e meados de fevereiro, quando o nível do rio baixa e os bancos de areia e praias fluviais ficam expostos.

Tradições, botos e cultura indígena

A vila mantém manifestações culturais próprias que misturam influências religiosas, indígenas e ribeirinhas, com o ritmo do carimbó presente nas ruas.

  • Festa do Sairé e Festival dos Botos: realizada em setembro, a festa mescla ritos religiosos e manifestações profanas com intensa participação popular, incluindo a tradicional disputa folclórica dos botos.
  • Araribá Cultura Indígena: funciona desde 1999 com foco na preservação e no incentivo à arte material dos povos tradicionais da Amazônia.
  • Espaço Tapajônica: ponto voltado ao artesanato indígena, aberto das 15h às 22h às segundas, quintas, sextas, sábados e domingos.
  • Beco do Amor: passagem decorada com murais artísticos, bancos e iluminação própria no centro da vila.

Como funciona a chegada

Apesar do isolamento relativo no mapa do Norte do país, a logística rodoviária a partir da cidade vizinha é direta:

  • O trajeto a partir do centro de Santarém cobre cerca de 37 quilômetros pela rodovia Everaldo Martins (PA-457).
  • Quem desembarca no aeroporto de Santarém percorre 38 km até a vila, um deslocamento que leva cerca de 40 minutos em transfer ou táxi. A cidade vizinha também dispõe de porto náutico para quem chega por via fluvial.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Vale a pena planejar a viagem para setembro?

Setembro é uma boa escolha para quem quer acompanhar eventos culturais, pois é o mês em que ocorre o Festival dos Botos na região. Essa época também coincide com a alta temporada local, que se estende do final de julho até meados de fevereiro.

É fácil chegar à vila a partir do aeroporto de Santarém?

O percurso tem cerca de 38 km e o traslado leva aproximadamente 40 minutos. O acesso rodoviário é feito diretamente pela rodovia Everaldo Martins (PA-457).

Onde encontrar e comprar artesanato indígena local?

É possível visitar o Araribá Cultura Indígena, que preserva e incentiva a arte material dos povos tradicionais amazônicos desde 1999. Outra opção é o espaço Tapajônica, que comercializa artesanato indígena e funciona das 15h às 22h na segunda, quinta, sexta, sábado e domingo.

Continue planejando

Todos os assuntos deste destino, reunidos.

Fim do capítulo

O guia de Alter do Chão tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.