A Praia Branca (ou Prainha) fica no extremo norte de Guarujá, colada à divisa com Bertioga e logo na saída da balsa — a cerca de 28 km a 29 km do centro de Pitangueiras e a pouco menos de duas horas da capital paulista. O perfil aqui é totalmente diferente das praias centrais da cidade: não há acesso para carros, os veículos precisam ficar antes da travessia e o local mantém uma vila de pescadores com cerca de 350 habitantes, cercada por quase 1.400 metros de faixa de areia clara e fofa.
Como chegar e logística
Como nenhum carro entra na vila, todo o acesso depende de trilha a pé ou transporte marítimo a partir da área da balsa:
- Trilha a pé: o caminho principal é calçado e tem cerca de 2 km de extensão. O percurso costuma levar de 25 a 30 minutos em caminhada normal, embora o tempo possa variar entre 1 hora e 2 horas para quem carrega peso excessivo ou sobe em ritmo muito lento.
- Barco: lanchas saem ao lado da balsa de Bertioga e levam cerca de 10 minutos até a praia. O custo do trajeto de barco varia de R$ 15 a R$ 30 por pessoa.
- Balsa Bertioga-Guarujá: a travessia de pedestres (sem veículos) é gratuita.
- Estacionamento: para quem vai de carro até o ponto de acesso, vagas particulares cobram R$ 20 por 12 horas ou R$ 35 pela diária do dia inteiro (valor registrado em abril de 2025).
O que fazer na praia
A faixa de areia tem pouco mais de 1,3 km e atende a propostas distintas de acordo com o trecho:
- Banho de mar: o canto direito da orla concentra as águas mais calmas, sendo o ponto indicado para nadar com tranquilidade.
- Trilha para a Prainha do Camburi: caminhada mais extensa, que leva em torno de 1 hora e 30 minutos em ritmo lento a partir da vila.
- Igreja Ermida do Guaibê: atrativo histórico da região, com construção original datada de 1560.
- Vida ao ar livre: o local recebe visitantes para caminhadas, passeios de barco, acampamentos e luaus noturnos.
Estrutura, hospedagem e custos
Não espere grandes comércios nem rede hoteleira convencional. A vila conta com estrutura básica voltada a quem busca simplicidade:
- Onde ficar: não existem hotéis na praia. A hospedagem é composta apenas por pousadas modestas e áreas de acampamento, como o Camping São José.
- Onde comer: quiosques e pequenos estabelecimentos locais servem refeições simples, com prato feito (PF) custando em torno de R$ 20.
Quando vale a pena ir
A praia funciona bem para quem busca um ambiente rústico de vila e contato direto com a mata, mas exige cuidado na escolha da data. O ponto crítico são os feriados prolongados: nesses períodos, a vila costuma sofrer com superlotação, som alto e excesso de lixo, descaracterizando o sossego da comunidade.