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Museu Nacional do Azulejo

Museu Nacional do Azulejo

Instalado no antigo Convento da Madre de Deus, fundado em 1509, o museu traça a evolução dos azulejos do século XV até a atualidade. O percurso inclui a igreja com talha dourada e o mural que retrata a cidade de Lisboa antes da destruição pelo terremoto de 1755.

Claustrim, o pequeno claustro do Museu Nacional do Azulejo em Lisboa
Jules Verne Times Two · CC BY-SA 4.0

Sobre Museu Nacional do Azulejo

Vale a pena visitar o Museu Nacional do Azulejo?

Se você quer entender um dos elementos visuais mais marcantes de Portugal, o Museu Nacional do Azulejo é uma visita muito certeira na capital. O espaço não se resume a placas expostas em paredes brancas: ele funciona dentro do antigo Convento da Madre de Deus, fundado em 1509 pela rainha D. Leonor, o que faz da própria arquitetura manuelina e barroca metade do passeio.

Por outro lado, não é uma atração para encaixar com pressa entre um mirante e outro da Baixa. O museu fica fora do eixo turístico central e exige um pequeno deslocamento de ônibus ou metrô, além de cerca de 1h30 a 2 horas para percorrer as salas com calma.

O que ver na visita

A coleção permanente, inaugurada em 1965, acompanha a evolução dos azulejos vidrados desde a segunda metade do século XV até os dias atuais, mostrando a transição de técnicas, influências e padrões ao longo dos séculos. O espaço também recebe mostras temporárias e registrou 202.900 entradas em 2022.

Os principais pontos do percurso incluem:

  • A Grande Vista de Lisboa: fica no terceiro piso e é o painel mais famoso do museu. O mural gigantesco retrata a linha costeira e os edifícios da cidade antes da destruição causada pelo terremoto de 1755.
  • Convento da Madre de Deus: a estrutura conventual do século XVI preserva a igreja integrada ao complexo, com talha dourada e azulejaria histórica nas paredes.
  • Exposição cronológica: salas que mostram a herança da cerâmica a partir do século XVI, com transições para peças contemporâneas.

Para acompanhar o contexto de cada sala, o local disponibiliza um aplicativo oficial para servir de audioguia, que você pode acessar conectado à rede wi-fi interna.

Horários e ingressos

O ingresso custa 5 euros, um valor bastante acessível para o porte do acervo.

  • Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 18h. A última entrada é autorizada até as 17h15 (alguns serviços encerram às 17h30).
  • Fechamento: segundas-feiras, 1º de janeiro, Domingo de Páscoa, 1º de maio, 13 de junho, 24 e 25 de dezembro.

Como chegar

O museu fica na Rua Madre de Deus, 4. Como não há estação de trem ou subterrâneo colada na porta, as melhores alternativas de transporte público são:

  • Ônibus direto: as linhas 718, 742 e 794 deixam você exatamente em frente ao prédio. A linha 28 de autocarro também atende a região.
  • Ônibus com caminhada curta: as linhas 29 e 759 (inclusive a versão noturna) param na Av. Infante D. Henrique, a 5 minutos a pé da entrada.
  • Metrô ou trem: a parada mais próxima é a Estação de Santa Apolónia. De lá, você pode pegar um dos ônibus que sobem a avenida ou fazer uma caminhada de 20 minutos até o museu.
  • Táxi ou Uber: alternativa rápida para quem sai do centro histórico e quer evitar baldeações.

Outros lugares em Lisboa

Cada um com página própria, com o que esperar e de onde veio a informação.

  • 01

    Forte do Bom Sucesso

    Localizado na orla de Belém, o Forte do Bom Sucesso foi erguido no século XVIII para defender a entrada do porto de Lisboa. O espaço abriga o Museu do Combatente e o Monumento aos Combatentes do Ultramar, funcionando diariamente das 10:00 às 18:00.

  • 02

    Museu Calouste Gulbenkian

    O Museu Calouste Gulbenkian reúne peças que cobrem 5.000 anos de história, incluindo esculturas egípcias e joias Art Nouveau. Seu edifício fica cercado por jardins com café e sorveteria. O Museu do Fundador segue fechado para obras até julho de 2026.

  • 03

    Museu Nacional dos Coches

    Localizado em Belém, o museu reúne carruagens históricas de gala e de passeio usadas entre os séculos XVI e XIX. Seu acervo conta com 70 viaturas expostas no edifício contemporâneo projetado por Paulo Mendes da Rocha e Ricardo Bak Gordon, além do Picadeiro Real.

  • 04

    Mercado da Ribeira

    O Mercado da Ribeira reúne um mercado tradicional de alimentos e o polo gastronômico Time Out Market no Cais do Sodré. O espaço conta com bancas de restaurantes conhecidos em mesas coletivas, além da venda matinal de peixes frescos e produtos locais.

  • 05

    Jardim da Estrela

    Localizado em frente à Basílica da Estrela, o parque de estilo romântico tem 4,6 hectares com gramados, áreas sombreadas e um coreto de ferro fundido. O espaço tem acesso gratuito, fica aberto das 7h à meia-noite e pode ser acessado pelo Elétrico 28.

  • 06

    Jardim Botanico de Lisboa

    Localizado no Príncipe Real, o Jardim Botânico de Lisboa reúne mais de 10.000 plantas em cerca de 4 hectares. O local conta com uma parte superior de acesso gratuito, além do Arboreto com entrada paga e um borboletário aberto para visitação.

  • 07

    Parque das Nacoes

    Construído para a Expo 98, o Parque das Nações reúne a arquitetura contemporânea de Lisboa às margens do Rio Tejo. A área conta com calçadões gratuitos para caminhar, além de atrações como o Oceanário e o teleférico, com acesso direto pela Estação Oriente.

  • 08

    Parque Eduardo Vii

    Situado acima da Praça Marquês de Pombal, o Parque Eduardo VII funciona como um mirante aberto com vista contínua até o Rio Tejo. O local tem acesso público ininterrupto, não possui áreas cobertas para chuva e reúne atrações como a Estufa Fria e feiras ao ar livre.

  • 09

    Rio Tejo

    Banhando Lisboa até desaguar no Atlântico, o rio Tejo é o maior curso de água da Península Ibérica e forma um amplo estuário urbano. Suas margens reúnem esportes náuticos como vela e canoagem, além de áreas de preservação ambiental e parques para caminhada.

Dúvidas

Perguntas frequentes

É fácil chegar ao museu de transporte público?

Como não há estação de metrô bem perto, a maneira mais prática de transporte público é pegar os ônibus das linhas 718, 742 ou 794, que deixam em frente ao prédio. Quem optar pelo metrô deve desembarcar na estação Santa Apolónia e fazer uma caminhada de 20 minutos ou completar o trajeto de ônibus ou táxi.

O museu abre todos os dias e quanto custa a visita?

O ingresso custa 5 euros, e o espaço recebe visitantes de terça-feira a domingo, das 10h às 18h. O museu permanece fechado às segundas-feiras e em feriados específicos, como 1º de janeiro, Páscoa, 1º de maio, 13 de junho e no Natal.

Preciso alugar um aparelho de audioguia no local?

Não é preciso pagar por um aparelho à parte, já que a instituição disponibiliza um aplicativo oficial que funciona como audioguia. Os visitantes conseguem acessar o conteúdo diretamente pelo celular conectando-se ao wi-fi do próprio museu.

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