Vale a pena colocar a Lagoa Jacuném no roteiro?
Se você procura um refúgio para banho ou lazer contemplativo, a resposta curta é não. A Lagoa Jacuném, localizada no município de Serra (na região metropolitana de Vitória), integra o diversificado complexo lacunar da cidade — que também reúne rios, ribeirões, córregos, áreas alagadas e faixa litorânea. Apesar dessa relevância geográfica, o local enfrenta um quadro ecológico degradado que exige cautela imediata de quem pensa em visitá-lo.
Uma vistoria técnica conduzida pela Comissão de Agricultura e Meio Ambiente apontou sérios pontos de preocupação sanitária e ambiental:
- Poluição da água: laudos técnicos identificaram contaminação por material orgânico proveniente de esgoto, além de traços de substâncias tóxicas de origem industrial.
- Mortalidade de fauna: foram registrados episódios com peixes mortos e até o recolhimento de uma capivara morta no espelho d'água.
- Bloqueio por vegetação: há uma proliferação descontrolada de plantas aquáticas superficiais, com acúmulo expressivo de aguapés, gigogas e alface-d’água cobrindo a lâmina de água.
Em termos de pesca, a atividade ocorre durante o ano todo, já que o clima na região permite o acesso contínuo. Ainda assim, diante dos laudos de contaminação química e orgânica, a prática esportiva ou o consumo do pescado exigem extremo cuidado.
Como chegar e estrutura
O trajeto até a lagoa é direto e rápido a partir da capital:
- Distância e tempo: são 20 km separando Vitória da lagoa, o que resulta em um percurso de cerca de 30 minutos de deslocamento.
- Acesso principal: a rota de saída da capital segue pela BR-101 Norte, margeando o município de Serra.
- Onde parar: o entorno conta apenas com estacionamento em áreas públicas próximo às margens, sem garagens fechadas ou serviços estruturados de recepção.
Para quem cruza a região metropolitana em busca dos pontos turísticos locais, a parada só se justifica pela observação técnica ou curiosidade geográfica, e não para recreação aquática.