O que esperar do Salto do Apucaraninha
O Salto do Apucaraninha tem 116 metros de queda d'água e é a maior cachoeira do norte do Paraná. Localizada na divisa entre Londrina e Tamarana, a queda é formada pelo Rio Apucaraninha, que deságua no Vale do Rio Tibagi. A atração tem nota média de 4,8 nas avaliações, mas exige planejamento logístico e não funciona para passeios de última hora.
No local, a estrutura se resume a um pequeno mirante voltado para o cânion e a cascata. Não há lanchonete, banheiros ou pontos de apoio. Por isso, a visita tem perfil puramente contemplativo: você vai até o mirante para ver a queda e a paisagem do vale, sem acesso a comércio ou serviços no entorno.
Autorização obrigatória da FUNAI
A cachoeira fica dentro da Reserva Indígena Apucaraninha, terra pertencente ao povo Kaingang. Por estar em área demarcada, o acesso não é livre: é obrigatório obter uma autorização prévia junto à FUNAI antes de se deslocar até a entrada da reserva. Sem essa permissão oficial emitida pelo órgão indigenista, a entrada no território não é permitida.
Como chegar e condições da estrada
A cachoeira fica a cerca de 80 km do centro de Londrina (ou 76 km dependendo do ponto de partida da cidade). Para quem chega de fora, o Aeroporto de Londrina é o terminal mais próximo, situado a 51,7 km do atrativo.
O trajeto até a queda exige atenção na condução:
- Trecho de asfalto até Lerroville: parte inicial do percurso a partir de Londrina.
- Trecho de terra (21 km): acesso a partir do Distrito de Lerroville feito por estrada de chão em boas condições, somando cerca de um quarto do percurso total em vias rurais.
Melhor época para ir
A melhor janela para planejar a visita à região é entre abril e setembro, que corresponde ao período mais seco no norte paranaense. Nesses meses, a incidência menor de chuvas facilita a circulação pelos 21 km de estrada de terra e diminui o risco de lama ou atoleiros no caminho até o mirante.